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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

MUSEU CASA DA F.E.B. - RIO DE JANEIRO



A CASA DOS HERÓIS

A rua é secundária e estreita, como muitas outras no centro do Rio de Janeiro, entre os Arcos da Lapa e o Cine Odeon. A nosso ver deveria ficar no centro de uma grande e bela praça mas, enfim, é o que temos.

A casa simples, de fachada verde com uma grande vitrine não revela, a princípio, os tesouros guardados em seu interior, as lembranças daqueles brasileiros que foram à Europa combater o mal encarnado e defender a liberdade.

O Reino de Clio tem a imensa honra de apresentar a seus leitores a visita virtual a Casa da F.E.B. Veja os armamentos, uniformes, utensílios de usos diversos e as medalhas, nossas e dos adversários, que foram trazidas dos campos da Itália.

Mostre a seus amigos, seus filhos e seus alunos. Mostre a eles que o Brasil tem heróis, mas não aqueles trancados em “casas” expondo suas vidas na TV, mas sim aqueles que lutaram contra a tirania e o genocídio.

Sem demora, comece a visita clicando aqui. E, quando puder, visite. Você terá, como nós, orgulho de ter nascido brasileiro!


ROMA II – A GUERRA CIVIL

A AGONIA DA REPÚBLICA
Em uma galáxia distante.... ou melhor, em um tempo distante, na cidade eterna de Roma a República começou a agonizar quando três de seus cidadãos mais poderosos uniram-se para dividir o poder.
De uma forma ou de outra eles indicavam todos os cargos, controlavam os recursos, as obras, cuidavam dos interesses mais diversos, satisfaziam o povo e, sobretudo, detinham o poder militar.
Nesta semana damos sequência à História de Roma. Assista o vídeo abaixo em tela cheia ou, se preferir, veja em slides na aba História Geral clicando aqui.
O Reino de Clio deseja a todos um feliz 2015!

 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

TRÉGUA DE NATAL – 100 ANOS

UM DOS MOMENTOS MAIS TOCANTES DA HISTÓRIA

Neste ano da graça do Senhor de 2014 o início da I Guerra Mundial, ou Grande Guerra, completou 100 anos e, com isso, completam-se 100 anos também de um dos momentos mais tocantes da História, a nosso ver. É um evento que me toca profundamente, ao ponto das lágrimas, se me permitem um toque pessoal.

Em Dezembro de 1914 um grande número de soldados da frente de batalha deixou suas armas de lado, saiu das trincheiras e confraternizou com os inimigos, trocaram presentes, cantaram juntos, assistiram missas e jogaram futebol. Nunca, desde o início do calendário que temos hoje, o tão falado “Espírito do Natal” foi tão real e tão presente.

Naquele ano, após atravessar a Bélgica, os alemães invadiram a França chegando aos arredores de Paris, onde foram rechaçados na Primeira Batalha do Marne, em setembro.

Com o recuo alemão até o Vale do Aisne e o fracasso aliado em fazê-los recuar mais, começou a construção de linhas de defesa que levou o conflito à fase da Guerra de Trincheiras.

Com a chegada de Dezembro, algumas iniciativas de Cessar-Fogo para o Natal foram adotadas, mas sem sucesso, com destaque para o pedido do Papa Bento XV, de que as armas calassem diante do canto dos anjos. Os governantes e generais não estavam a fim de ouvir anjos cantando, a menos que fossem os hinos de seus países.

Mas, se os grandes esqueceram da noite estabelecida (erradamente) como a do nascimento de Jesus, o mesmo não se pode dizer dos pequenos. Muitos soldados ignoraram as ordens, a paz reinou, as armas se calaram e os anjos puderam cantar em muitos pontos da frente. E como cantaram de forma maravilhosa!

Na noite de 24/12/1914, na região de Ypre, na Bélgica, os alemães enfeitaram suas trincheiras com velas e árvores de Natal, iniciando a celebração com cânticos natalinos. Do outro lado os britânicos cantaram em resposta e não demorou muito para que estivessem atravessando a Terra de Ninguém (espaço entre as trincheiras dos dois lados).

Sob o silêncio das artilharias os inimigos trocaram fumo, bebida, comida e lembranças. Os mortos foram enterrados em funerais que contavam com soldados dos dois lados.

A Wikipedia traz o relato de um desses soldados. O britânico de nome Bruce Bairnsfather nos conta da própria troca de souvenires com um oficial alemão e do corte de cabelo de um alemão (que ele chama de Boche) por um inglês:

Eu não perderia aquele único e estranho dia de Natal por nada deste mundo... encontrei um oficial alemão, um tenente penso eu, e sendo um colecionador, disse a ele que havia gostado de alguns de seus botões. Eu trouxe meu cortador de arame, retirei um par de botões e coloquei-os no bolso. Então eu lhe dei dois dos meus em troca... depois reparei num dos meus artilheiros, que era cabeleireiro amador na vida civil, a cortar o cabelo bastante longo de um boche dócil, que estava pacientemente ajoelhado no chão, enquanto a máquina de corte deslizava em volta de seu pescoço.1

A duração da trégua variou. Em alguns lugares se encerrou depois do Natal mas, em outros, foi até o Ano Novo. Sabe-se, porém, que um dos alemães presentes em Ypre foi contra a confraternização.

Era um cabo que recebera recentemente a Cruz de Ferro de segunda classe, por bravura. Servia como um dos mensageiros da 16ª Reserva Bávara de Infantaria. Seu nome era Adolf Hitler.

Frelinghien - Fronteira França-Bélgica. Atrás dos galpões, a área onde ocorreu o encontro dos soldados.
Nos anos seguintes a quantidade de tréguas e confraternização entre soldados inimigos diminuiu bastante, por conta da repressão dos oficiais mas, sobretudo, porque a desumanidade dos combates foi endurecendo os corações dos soldados.

Apesar disso, elas ainda ocorreram. Sobre o Natal de 1915 temos o relato do alemão Richard Schirrmann, escrevendo na região dos Vosges:

Quando os sinos de Natal soaram nas aldeias do Vosges atrás das linhas... aconteceu uma coisa nada militar. As tropas tropas alemãs e francesas fizeram espontaneamente as pazes e cessaram as hostilidade; eles se visitaram uns aos outros através de túneis de trincheira em desuso, trocaram vinho, conhaque, cigarros, pão-preto da Vestefália, biscoitos e presunto. Eles permaneceram bons amigos mesmo depois do Natal.2

E sobre o Natal de 1916 temos as palavras de Ronald MacKinnon, que estava em Vimy Ridge:

Eu tive um bom Natal, considerando que eu estava na linha de frente. A véspera de Natal foi muito dura, serviço de sentinela até os quadris na lama, claro .... Tivemos uma trégua no dia de Natal e os alemães foram bastante amigáveis. Eles vieram para nos ver e nós trocamos corned-beef por charutos.3


Há quem diga que tais confraternizações não ocorreram na II Guerra Mundial. Mas temos conhecimento de pelo menos um acontecimento semelhante, ocorrido na região das Ardenas, durante a Batalha do Bulge.

Elisabeth Vincken, e seu filho Fritz, de 12 anos, cuja casa (Aachen – Alemanha) fora destruída por uma bomba, refugiam-se em sua cabana de caça, na Floresta das Ardenas.

Eles abrigam um grupo de soldados americanos, que traziam um companheiro ferido quando um grupo de soldados alemães chega. A hostilidade inicial é contida por Elisabeth Vincken e todos celebram o Natal em conjunto.

Fritz Vincken (à direita) reencontra um dos militares americanos que cearam com ele e sua mãe em 1944.
Fritz Vincken disse, em entrevista, que jamais esqueceu daquela noite na qual a força interior de sua mãe impediu um potencial derramamento de sangue. Recordando aquele momento especial ele diz que:

Agora e depois, em uma clara noite de inverno tropical, eu olho para o céu, para a brilhante Sirius, e parece que sempre nos cumprimentamos como velhos amigos. Então, infalivelmente, lembro-me (de minha) mãe e esses sete jovens soldados, que se reuniram como inimigos e se separaram como amigos, bem no meio da batalha do Bulge.4

Apesar da incorreção histórica, a humanidade escolheu celebrar o nascimento de Jesus nesta data de 24 para 25/12. Por isso o Reino de Clio envia a todos os seus leitores uma reflexão:

A humanidade precisa, urgentemente, reavivar o Espírito do Natal, que foi tão presente nas trincheiras de Ypre, 100 anos atrás. Fazemos votos que todos os nossos leitores possam, nesta noite que deve ser de reflexão, pensar no aniversariante e no “presente” que Lhe pode ser dado: viver de acordo com Sua mensagem: Amar ao próximo como a si mesmo!

Feliz Natal a todos!

Marcello Eduardo
Cruz marca o local, próximo a Ypres, onde ocorreu um jogo de futebol entre os soldados inimigos.


Imagens:
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Christmas_Truce_1914_IWM_HU_35801.jpg
http://ba-ez.org/educatn/LC/OralHist/vincken.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Christmas_Truce_1914.png
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Khaki-chums-xmas-truce-1914-1999.redvers.jpg
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Illustrated_London_News_-_Christmas_Truce_1914.jpg
http://www.vets-cars.com/20141209-100th-anniversary-christmas-truce/
http://chuto.pt/a-tregua-de-natal-de-1914/
https://forum.ableton.com/viewtopic.php?f=40&t=200541
http://www.mercattoursinternational.com/christmas-truce-centenary.asp
1http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%A9gua_de_Natal
2http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%A9gua_de_Natal
3http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%A9gua_de_Natal
4http://ba-ez.org/educatn/LC/OralHist/vincken.htm

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

MUSEUS DE CLIO - VISITAS VIRTUAIS

REINO DE CLIO - 10.000 ACESSOS!

Esta é uma postagem comemorativa, motivada por uma grande alegria. Nosso site, o Reino de Clio, que abriga este blog e todos os demais instrumentos de divulgação de nosso modesto trabalho em prol da História, atingiu a marca histórica de 10.000 acessos.
São pessoas de todos os cantos do planeta, provavelmente brasileiros expatriados, que nos visitam e tomam conhecimento de nossos trabalhos. Para um endereço eletrônico que se dedica à História, é um grande feito.
São mais de 700 acessos oriundos dos EUA, mais de 200 vindos da Malásia, seguidos de dezenas de acessos da Alemanha, Espanha, França, Rússia, Portugal, Polônia, Ucránia e assim por diante. Muito obrigado a todos!
Esta semana nosso site enfrentou problemas pois os links para o Google Drive deixaram de responder nos computadores, permitindo visualização apenas nos celulares. Trabalhamos com afinco e substituímos todos (ou quase) por outros links, mais rápidos, de modo que agora já podemos comemorar a normalidade.
Recomendamos refazer as visitas virtuais aos museus e opinar sobre a nova exibição. Para isso, basta clicar aqui.
Sem demora, siga para o Reino de Clio, leve seus amigos e seus alunos. E, quando puder, visite pessoalmente os museus. Você jamais vai esquecer!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

MUSEU NACIONAL – QUINTA DA BOA VISTA - RJ

MUSEU NACIONAL – QUINTA DA BOA VISTA

A Quinta da Boa Vista foi a residência oficial dos Imperadores brasileiros, D. Pedro I e D. Pedro II. Seus quartos e salões assistiram o nascimento de D. Pedro II, algumas das traições de seu pai, D. Pedro I, as angústias da Imperatriz Leopoldina e a deposição do Imperador quando do golpe da Proclamação da República.

Hoje a construção histórica abriga o Museu Nacional, da UFRJ e é uma espécie de Museu de História Natural, com um vastíssimo acervo sobre a nossa flora, fauna, além de peças de todas as principais culturas da trajetória humana.

Museu Nacional/UFRJ está vinculado ao Ministério da Educação. É a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de história natural e antropológica da América Latina. Criado por D. João VI, em 06 de junho de 1818 e, inicialmente, sediado no Campo de Sant'Anna, serviu para atender aos interesses de promoção do progresso cultural e econômico no país.

Originalmente denominado de Museu Real, foi incorporado à Universidade do Brasil em 1946. Atualmente o Museu integra a estrutura acadêmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Alojar-se no Paço de São Cristóvão, a partir de 1892 - residência da Família Imperial brasileira até 1889 - deu ao Museu um caráter ímpar frente às outras instituições do gênero. Por estar situado no mesmo local que serviu de moradia a família real por vários anos (onde nasceu D. Pedro II e se realizou a 1ª Assembléia Constituinte Republicana), hoje, atua na interface memória e produção científica.

Armários com peles taxidermizadas e esqueletos de primatas da Coleção de Mamíferos, do Departamento de Vertebrados, Museu Nacional, o maior acervo de primatas neotropicais do continente.
Informações do próprio museu em:

http://www.museunacional.ufrj.br/

Se posso emitir uma opinião pessoal, fiquei decepcionado por encontrar poucos traços da família imperial na casa, considerando que minha linha de pesquisa principal é SMI D. Pedro II. Essa lacuna deve ser preenchida em Petrópolis.

Por outro lado, cansaço à parte, os intermináveis salões e corredores permitem a sensação de visitar vários museus, do mundo inteiro, em um só. Assim sendo, recomendo ir logo para a visita virtual clicando aqui.

Sem demora, siga para o Reino de Clio, leve seus amigos e seus alunos. E, quando puder, visite pessoalmente. Você jamais vai esquecer!
 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

ROMA - Parte I

ROMA I 
Certamente há tarefas mais penosas na arte de despertar o interesse dos alunos pela História de Roma.
Há inúmeros episódios em que ela pode ser considerada como qualquer bom roteiro de filme de aventura que se preze. E, aliás, filmes e séries sobre a cidade eterna não faltam e podem ser utilizados em sala de aula. 
Uma outra alternativa seria mostrar as inúmeras semelhanças entre os usos e costumes dos antigos romanos e os nossos. As leis, as instituições, a política e a religiosidade são só alguns tópicos de comparação, dentre muitos.
O vídeo abaixo é minha tentativa de introduzir o assunto para alunos adolescentes. Espero que seja tão interessante de assistir quanto foi fazer. Se gostar, compartilhe com seus alunos.

Sugiro assistir em tela cheia. Para ver apenas os slides, clique aqui e vá para a aba de História Geral.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

MUSEU DO LEGISLATIVO - RIO DE JANEIRO

PALÁCIO TIRADENTES - RJ 

O Museu do Poder Legislativo guarda muitas Histórias. O local onde foi construído era uma prisão em cujas celas Tiradentes passou seus últimos dias.

Atualmente o prédio abriga as sessões da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e, se você assistiu ao filme Tropa de Elite 2, conhece seu interior, pois a cena com o depoimento do Capitão Nascimento aos deputados foi feita em seu ambiente real.

O prédio foi inaugurado em 1926 e abrigou a Câmara dos Deputados até a mudança para o atual Congresso Nacional, em Brasília, com exceção do período do Estado Novo, entre 1937 a 1945, quando abrigou o DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda de Getúlio Vargas:

Com a transferência da capital federal para Brasília, o Palácio Tiradentes começou um ciclo de declínio. Durante algum tempo ainda abrigou a Constituinte e depois a Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara. Esta, porém, se transferiu em 1963 para o prédio que então abrigara a Câmara Municipal carioca, na Cinelândia. A partir daí, as dependências do palácio passaram a ser ocupadas por diversos órgãos da administração estadual e federal.
[...]
Essa situação só se modificaria em 1975. Decidida a fusão entre a Guanabara e o estado do Rio de Janeiro, o Palácio Tiradentes tornou-se sede da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Abrigou também duas Constituintes: a que deu feição legal ao novo estado do Rio de Janeiro e a que, em 1989, foi encarregada de elaborar uma nova Carta estadual adequada à Constituição brasileira de 1988, bem denominada pelo deputado Ulysses Guimarães Constituição-Cidadã.
Informações do próprio museu em:
http://www.alerj.rj.gov.br/memoria/cd/palacio/index.html

Sem demora, siga para o Reino de Clio, leve seus amigos e seus alunos clicando aqui. E, quando puder, visite pessoalmente.

HELLO WORLD

A SALUTE TO THE WORLD
Hello visitor from USA, France, Poland, Germany, Portugal, Spain, Argentina, Canada and other places! Reino de Clio (Kingdom of Clio – muse of History) salutes you and invites you to send messages for us and to visite our site on this link:

Do you like our posts? Do you know something about Brazil? We are the land of joy, freedom, friendship. We are more than samba, carnaval and footbal. Germany can say about this (snif, snif).
Feel yourself always welcome here. Clio, the muse of History, salutes you. Thank you!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

PÉRSIA E GRÉCIA - O CLÁSSICO DA ANTIGUIDADE

PÉRSIA E GRÉCIA
Este teria sido, a nosso ver, o primeiro “FLA x FLU” entre nações na antiguidade. E talvez esta seja uma forma de abordar o confronto entre as duas civilizações de modo a despertar o interesse dos adolescentes.
De um lado uma poderosa civilização multi-étnica, unificada pela força de armas e submissa ao poder absoluto de um monarca. De outro um grupo desunido e por vezes adversário de cidades estados, mas onde algumas instituições democráticas davam seus primeiros passos.
Vamos para o meio das Batalhas de Maratona e Termópilas! E traga seus alunos consigo!
Para assistir, clique aqui.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MUSEU IMPERIAL – PETRÓPOLIS - RJ

MUSEU IMPERIAL – PETRÓPOLIS - RJ 

Olá súditos de Clio, a musa da História! Nossa série sobre os museus do Brasil está fazendo um sucesso retumbante, inclusive no exterior. Temos, apenas neste mês, mais de 70 acessos dos EUA, quase 20 acessos da Alemanha e, ainda, visitantes da Polônia, Portugal, Espanha, Paraguai, Chile, China e França! Agradecemos a todos e pedimos a gentileza do compartilhamento de nosso link, para continuar ampliando o Reino de Clio!

Nesta semana trazemos a visita virtual a um dos mais importantes museus brasileiros referentes ao Brasil Império: o Museu Imperial, da cidade de Petrópolis – RJ.

Situado em meio a jardins exuberantes, a belíssima construção abriga o maior acervo referente ao período e, conforme se pode ler nas informações do site da instituição, sua própria História é muito interessante:

Em 1822, D. Pedro I, viajando em direção a Vila Rica, Minas Gerais, para buscar apoio ao movimento da Independência do Brasil, encantou-se com a Mata Atlântica e o clima ameno da região serrana. Hospedou-se na Fazenda do Padre Correia e chegou a fazer uma oferta para comprá-la. Diante da recusa da proprietária, D. Pedro comprou a Fazenda do Córrego Seco, em 1830, por 20 contos de réis, pensando em transformá-la, um dia, no Palácio da Concórdia.
[…] A construção do belo prédio neoclássico, onde funciona atualmente o Museu Imperial, teve início em 1845 e foi concluída em 1862.
Para dar início à construção, d. Pedro II assinou um decreto em 16 de março de 1843, criando Petrópolis. Uma grande leva de imigrantes europeus, principalmente alemães, sob o comando do engenheiro e superintendente da Fazenda Imperial, major Julius Friedrich Koeler, foi incumbida de levantar a cidade, construir o palácio e colonizar a região.
Construído com recursos oriundos da dotação pessoal do imperador, o prédio teve o projeto original elaborado pelo próprio Koeler e, após seu falecimento, foi modificado por Cristóforo Bonini, que acrescentou o pórtico de granito ao corpo central. Para concluir a obra, foram contratados importantes arquitetos ligados à Academia Imperial de Belas Artes: Joaquim Cândido Guillobel e José Maria Jacinto Rebelo, com a colaboração de Manuel Araújo Porto Alegre na decoração.
O complexo foi enriquecido, ainda na década de 1850, com o jardim planejado e executado pelo paisagista Jean-Baptiste Binot, sob orientação do jovem imperador. O piso do vestíbulo, em mármore de Carrara e mármore preto originário da Bélgica, foi colocado em 1854, destacando-se também os assoalhos e as esquadrias em madeiras de lei, como o jacarandá, o cedro, o pau-cetim, o pau-rosa e o vinhático, procedentes das diversas províncias do Império. Os estuques das salas de jantar, de música, de visitas da imperatriz, de Estado e do quarto de dormir de suas majestades contribuem para dar graça e beleza aos ambientes do Palácio, um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do Brasil.
D. Pedro II adorava a sua residência de verão e a cidade que se formou ao redor. Suas prolongadas temporadas em Petrópolis criaram uma atmosfera favorável para a prática de veraneio ou vilegiatura, como se dizia à época, iniciada pelo próprio monarca e pela aristocracia do Império, seguida pelos presidentes e políticos da República e cultivada por muitos até hoje.
Com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, houve o banimento da família imperial, que se exilou na Europa. Em dezembro do mesmo ano, a imperatriz d. Teresa Cristina faleceu em Portugal e, dois anos depois, em 1891, d. Pedro II faleceria em Paris.
Entre 1893 e 1908, a princesa Isabel, como única herdeira – sua irmã, a princesa Leopoldina, havia falecido em 1871 –, alugou o Palácio de Petrópolis para o Educandário Notre Dame de Sion. Em seguida, entre 1909 e 1939, o Colégio São Vicente de Paulo funcionou no prédio. Nesse período, grande parte do mobiliário e demais objetos foram transferidos de local e de propriedade.
No São Vicente de Paulo, estudava um apaixonado por História: Alcindo de Azevedo Sodré. Graças a ele, que sonhava com a transformação do seu colégio em um museu histórico, o presidente Getúlio Vargas criou, em 29 de março de 1940, pelo Decreto-Lei n° 2.096, o Museu Imperial.
A partir de então, uma equipe técnica liderada pelo próprio Sodré, que se tornaria o primeiro diretor do Museu, tratou de estudar a história da edificação e localizar peças pertencentes à família imperial em diferentes palácios, para ilustrar o século XIX e o dia a dia de membros da dinastia dos Braganças. Importantes colecionadores nacionais juntaram-se ao projeto, doando objetos de interesse histórico e artístico.
Como resultado, o Museu Imperial foi inaugurado em 16 de março de 1943, com um significativo acervo de peças relativas ao período imperial brasileiro. Ao longo das últimas sete décadas, acumulou expressivos conjuntos documentais, bibliográficos e de objetos graças a generosas doações de centenas de cidadãos, totalizando um acervo de quase 300 mil itens.
Informações e imagens da visita do próprio museu em:

Ao visitar o local, ficamos encantados e tristes ao mesmo tempo. O encantamento você terá fazendo a visita virtual, de modo que deixamos por sua conta, mas a tristeza tivemos ao chegar e saber que não se poderia tirar fotos de seu interior.

Como, porém, isso não nos impediria de lhe proporcionar o prazer, conseguimos as imagens que você pode ver clicando aqui. Sem demora, siga para o Reino de Clio, leve seus amigos e seus alunos. E, quando puder, visite pessoalmente. Você jamais vai esquecer!



HISTÓRIA DO EGITO PARA ADOLESCENTES


EGITO – O PAÍS DO NILO

A tarefa de ensinar sobre o Egito em sala de aula, se o professor não ficar restrito ao binômio giz/quadro, pode transformar-se em uma experiência gratificante, pois se há uma civilização que ainda desperta fascínio em pessoas de todas as idades, esta é a civilização dos faraós.

Abaixo a nossa tentativa de criar uma aula minimamente atrativa, a considerar os poucos recursos de uma escola pública.

Sugerimos assistir em tela cheia ou clicar aqui.