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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A F.E.B. NA ITÁLIA

EM HOMENAGEM AOS HERÓIS DO BRASIL

BATALHA DE MONTE CASTELO

A Batalha de Monte Castelo ocorreu entre 24/11/1944 e 21/02/1945 e completou 70 anos em 2015, tendo envolvido as Forças Americanas e a F.E.B., Força Expedicionária Brasileira, no avanço através da Itália.

A tomada do Monte Castelo compôs a grande operação para romper a Linha Gótica, formada pela Wehrmacht, o Exército Alemão, para impedir o avanço dos aliados, e que cortava a Itália do Mar Tirreno ao Mar Adriático, usando a cadeia dos Monter Apeninos como barreira natural.

Sentido horário do alto/esquerda: Partida da FEB - Chegada à Nápoles - Pracinhas na Itália - Retorno ao Brasil
O avanço rumo a Bolonha e ao Vale do Pó não seria possível enquanto as defesas alemãs, muito bem instaladas nos montes Castello, Belvedere, Della Torraccia, Castelnuovo, Torre di Nerone e Castel D'Aiano não fossem destruídas.

As tropas alemãs que lutavam na Itália compunham o Grupo de Exércitos C, sob comando do General Heinrich von Vietinghoff. A região de Monte Castelo era defendida pela 232ª Divisão de Infantaria, formada por uma mescla de recrutas e soldados veteranos da frente russa. Seu comandante era o tenente-general Eccard Freiherr von Gablenz, veterano de Stalingrado.

General Heinrich von Vietinghoff - Tenente-general Eccard Freiherr von Gablenz
Coube à F.E.B. a tomada de Monte Castelo, o que revelou-se a tarefa mais difícil daquela etapa dos combates.

Enquanto os americanos achavam que a área poderia ser tomada por alguns batalhões, o General Brasileiro Mascarenhas de Morais acreditava que apenas o uso da divisão inteira poderia dar conta do recado.

As tropas brasileiras guarneciam uma frente de 20km enquanto o ataque concentrava-se em uma frente de 2km. Sua missão consistia em atacar aqueles dois quilômetros sem desguarnecer os outros dezoito. O resultado era um número insuficiente de soldados mobilizados para o ataque. Mas os americanos eram os comandantes...

Vista atual de Monte Castello
No primeiro ataque, de 24 a 25/11/1944, os americanos e brasileiros tomaram o Monte Belvedere e chegaram ao topo do Monte Castello, mas os alemães contra-atacaram e os repeliram de volta. O Belvedere, porém, não foi retomado pela Wehrmacht.

O segundo ataque, em 29/11/1944, foi feito pela tropa brasileira, com apoio de três pelotões de tanques e fracassou pois o Monte Belvedere foi retomado pelos alemães, deixando o flanco esquerdo das tropas exposto ao fogo inimigo. O clima chuvoso também ajudou aos alemães, pois dificultava muito a movimentação dos tanques.

O terceiro ataque, também fracassado, ocorreu em 12/12/1944. Com o mesmo clima, os soldados brasileiros conseguiram algum avanço, mas foram novamente repelidos pelas defesas alemãs. Nesta ocasião a F.E.B. teve 150 militares atingidos, dos quais 20 deles morreram.

O Presidente Getúlio Vargas em visita as tropas prestes a partir.
Com os montes adjacentes a Castelo em mãos inimigas, o único setor pelo qual as tropas brasileiras poderiam subir era justamente a frente das defesas alemãs, quando um ataque pelos flancos seria o mais adequado. Mas, missão dada é missão cumprida! Neste caso, porém...

Naquela noite os generais brasileiros Mascarenhas de Moraes, Euclydes Zenóbio da Costa e Oswaldo Cordeiro de Faria foram a Taviano, sede do IV Corpo de Exército Aliado para se encontrarem com o General Willis D. Crittenberger, comandante das tropas americanas na região.

Crittenberger agiu de modo a colocar nos brasileiros a culpa pelos ataques fracassados, “esquecendo” ou deixando de lado as condições climáticas, a qualidade das defesas alemãs, o recuo das próprias tropas e o uso de uma quantidade insuficiente de soldados para a magnitude da tarefa.

Sentido horário do alto/esquerda: Mascarenhas de Moraes / Crittenberger / Zenóbio da Costa - Pracinhas em Ação - Tropas de Montanha dos EUA - Os rigores do inverno italiano
Consta que o americano teria perguntado: “Desejo uma resposta peremptória e positiva do comando brasileiro. A FEB tem ou não capacidade de combate?1

Consta, também, que outros oficiais americanos teriam pedido a retirada da F.E.B. daquela frente de combate, o que teria sido uma catástrofe para o moral dos soldados brasileiros e uma mancha na História do Exército.

Este mapa, do setor de Torre di Nerone, mostra como os alemães estavam muito bem posicionados nos montes e tinham visão privilegiada.
A resposta do General Brasileiro, porém, enviada por escrito ao comandante americano, os fez perceber a impossibilidade da tarefa que haviam dado à F.E.B.:

A FEB guarnece uma frente de 20 Km e teve ordem de atacar num setor de 2 Km dessa frente; não tinha meios para vencer o inimigo nesse setor e continuar a guarnecer 18 Km; o comando brasileiro achava que a FEB poderia manifestar capacidade de combate quando recebesse uma missão adequada aos meios, não só quanto a profundidade do ataque, mas quanto à sua largura; mas enquanto recebesse missões como aquela do dia 12, só poderia mostrar não uma incapacidade, mas uma impossibilidade de combater...”.2

Depois dessas comunicações tensas, os americanos decidiram aguardar por uma melhora no clima e modificaram os planos de ataque. Somente em 20/02/1945 uma nova ofensiva foi executada.

Os planos, denominados Operação Encore, agora envolviam uma tropa de elite americana, a 10ª Divisão de Montanha, especialistas em escaladas, que deveriam tomar o Monte Belvedere e dar cobertura ao flanco esquerdo das tropas brasileiras, que avançariam mais uma vez pela frente das defesas alemãs.

O plano previa que a tomada de Monte Castello ocorreria após a vitória das tropas de elite americanas nos outros montes.

Mas os brasileiros, com apoio decisivo da Artilharia Divisionária, comandada pelo general Cordeiro de Farias, e da aviação de caça “Senta a Pua”, tomaram Monte Castello antes do previsto e ainda ajudaram na tarefa dos americanos, que enfrentaram feroz resistência alemã.

Desenho de Walt Disney, feito para o jornal O Globo mostra a cobra fumando pra cima dos alemães.
Naqueles dias frios do inverno de 44/45, nas escarpas brancas de neve e vermelhas de sangue de Monte Castelo, a F.E.B. escreveu uma das páginas mais gloriosas da História militar brasileira.

Em Monte Castelo dezenas de brasileiros depositaram, no altar da Liberdade, a mais alta contribuição que um ser humano pode ofertar: a própria vida.

Força Expedicionária Brasileira – gratidão e orgulho eternos do Brasil.
Acima e abaixo, vistas do Monumento ai Caduci Brasiliani
 

Acima e abaixo o Cemitério de Pistóia, onde os Pracinhas mortos repousaram até a transferência para o Brasil.



BATALHA DE
FORNOVO DI TARO

VITÓRIA ESPETACULAR


A Batalha de Fornovo di Taro brindou a passagem da F.E.B. pelos campos de batalha italianos com a marca da glória!

Ocorrida entre os dias 28/04/1945 e 01/05/1945, opôs a F.E.B., Força Expedicionária Brasileira, e a 148ª Divisão do Exército Alemão, sob comando do General Otto Fretter-Pico, apoiada por forças do fascismo italiano, representantes da República Social (o governo fantoche criado por Hitler para Mussolini), sob as ordens do General Mario Carloni.1

Fornovo di Taro é uma comuna italiana da região da Emilia-Romanha, província de Parma, às margens do Rio Taro. Em abril de 1945 encontrava-se em poder das tropas alemãs que resistiam ao avanço dos aliados.

General Otto Fretter-Pico / Don Alessandro Cavalli / General Mario Carloni
Em 27/04/1945, o Major Cordeiro Oeste, utilizando-se da intermediação de um vigário italiano, Don Alessandro Cavalli, Pároco de Neviano de Rossi, enviou às tropas alemãs o aviso de que estavam cercadas e propondo a rendição honrosa.

Ao comando da tropa situada na região de Fornovo-Respiccio.

Para poupar sacrifícios inúteis de vida, intimo-vos a render-vos incondicionalmente ao comando das tropas regulares do Exército brasileiro, que estão prontas para vos atacar. Estais completamente cercados e impossibilitados de qualquer retirada. Quem vos intima é o comando da vanguarda da Divisão brasileira, que vos cerca. Aguardo, dentro do prazo de duas horas, a resposta do presente ‘ultimatum’. Assinado: Nélson de Mello, Coronel” [comandante do 6º RI].2

Generais Zenóbio da Costa, Mascarenhas de Morais e Cordeiro de Farias
Os alemães pediram os termos por escrito e, quando os receberam, avisaram que iriam consultar seus superiores. Não sabemos a resposta do Alto Comando alemão, mas, sabe-se que as ordens de Hitler eram, geralmente, para resistir até à morte.

Contudo, naquele final de Abril a capacidade de Hitler para comandar suas forças armadas, com o Exército Vermelho chegando à chancelaria, era mínima, quando não inexistente. Os brasileiros, portanto, não esperaram pela tergiversação alemã e em 28/04 o ataque começou.

As tropas do 1º e do 11º Regimentos bloqueavam as rotas de fuga. O 6º Regimento, com apoio de artilharia, engenharia, reconhecimento e de tanques americanos, atacou.

A força principal avançou pelo Sul, vinda da localidade de Collecchio, era comandada pelo Major João Carlos Gross, e encontrou violenta resistência alemã. As tropas brasileiras resistiram aos intensos contra-ataques entre a noite de 28 e a madrugada de 29/04/1945.

Fornovo di Taro nos dias atuais. Ao fundo o Rio Taro.
Apesar dos violentos combates, as negociações de paz foram retomadas e emissãrios alemães foram ao encontro dos oficiais brasileiros em Collechio onde estes lhes confirmaram os termos de rendição: incondicionais.

Diante da situação insolúvel os alemães aceitaram baixar as armas. Coube aos Sargentos Joaquim Matheus e Luiz Pedrozzelli 3 a rajada final de tiros brasileiros na Itália, disparada na madrugada de 29/04/1945.

Terminava a última batalha da F.E.B. na Segunda Guerra Mundial. E foi um fecho com chave de ouro, como um dos relatos da rendição alemã permite vislumbrar:

Combinada a rendição, cessou o fogo dos dois lados. Na manhã seguinte vieram as formações marchando garbosamente, cantando a canção ‘velhos camaradas’, também conhecida no nosso Exército”.

A cerimônia era tocante” – prosseguiu Dionísio. “Era até mais cordial do que o final de uma partida de futebol. Podíamos ser inimigos, mas nos respeitávamos e parecia até haver alguma afeição. Eles vinham marchando e cada companhia colocava suas armas numa pilha, continuando em forma, e seu comandante apresentava a tropa ao oficial brasileiro que lhe destinava um local de estacionamento. Só então os comandantes alemães se desarmavam. A primeira Unidade combatente a chegar foi o 36 Regimento de Infantaria da 9° Divisão Panzer Grenadier. Seguiram-se mais de 14 mil homens, na maioria alemães, da 148° Divisão de Infantaria e da Divisão Bessaglieri Itália que os acompanhava”.4

Colunas de Soldados alemães em rendição
Armamento alemão capturado
A F.E.B. foi a única força militar do teatro de operações da Itália a capturar uma Divisão inteira do Exército Alemão.

Em números aproximados, os brasileiros capturaram 14.779 homens, entre soldados, oficiais e dois generais, 4.000 cavalos, 80 canhões, 1.500 viaturas, além das metralhadoras, fuzis, munição e armas leves. O fim da presença nazista na Itália estava próximo, assim como a guerra na Europa.

Soldados alemães prisioneiros


A Força Expedicionária Brasileira foi brilhante em Fornovo di Taro. Surpreendeu as forças alemãs em Collecchio e as obrigou a recuar para Fornovo. Cercou-as e resistiu à desesperada tentativa de rompimento do cerco, não deixando outra opção aos alemães que não a rendição incondicional.

A rendição alemã aos oficiais brasileiros.

F.E.B. – gratidão e orgulho eternos do Brasil! E nossa homenagem também ao esquadrão Senta a Pua, da Força Aérea Brasileira, que teve participação fundamental no apoio ao avanço aliado na Itália.
Placa comemorativa da rendição alemã intermediada por D. Alessandro Cavalli.

Pilotos do Senta a Pua!
HOMENAGEM AOS HERÓIS DA F.E.B.

Neste 30/04/2015 e 01/05/2015, completaram-se 70 anos do fim da Batalha de Fornovo di Taro, a última da F.E.B. na Itália, o Reino de Clio presta homenagem e gratidão aos heróis brasileiros, aos Pracinhas que honraram a Pátria e a farda, que depositaram o mais alto sacrifício no altar da liberdade, enfrentando e vencendo as forças da tirania e do extermínio. 
Abaixo, letra e vídeos da Canção do Expedicionário, que tem a capacidade de nos levar às lágrimas 100% das vezes em que a ouvimos. E nos links a seguir as visitas à Casa da FEB, e ao Monumento dos Expedicionários, ambos no RJ. 
Junte-se ao Reino de Clio nesta homenagem e, se for professor(a), ensine seus alunos que o Brasil tem heróis de verdade, não aqueles da "casa mais vigiada...", mas heróis mesmo, do sacrifício e do desprendimento, da coragem e da determinação. Enfim, Brasileiros!

CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO

Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.


Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.





HOMENAGEM AOS HERÓIS DA F.E.B.

Neste 30/04 e 01/05, quando se completam 70 anos do fim da Batalha de Fornovo di Taro, a última da F.E.B. na Itália, o Reino de Clio presta homenagem e gratidão aos heróis brasileiros, aos Pracinhas que honraram a Pátria e a farda, que depositaram o mais alto sacrifício no altar da liberdade, enfrentando e vencendo as forças da tirania e do extermínio. 
Abaixo, letra e vídeos da Canção do Expedicionário, que tem a capacidade de nos levar às lágrimas 100% das vezes em que a ouvimos. E nos links a seguir as visitas à Casa da FEB, e o Monumento dos Expedicionários, ambos no RJ. 
Junte-se ao Reino de Clio nesta homenagem e, se for professor(a), ensine seus alunos que o Brasil tem heróis de verdade, não aqueles da "casa mais vigiada...", mas heróis mesmo, do sacrifício e do desprendimento, da coragem e da determinação. Enfim, Brasileiros!

CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO

Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.


Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.


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Imagens:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Otto_Fretter-Pico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fornovo_di_Taro
http://www.mymilitaria.it/liste_04/2_addestramento_oro.htm
http://www.portalfeb.com.br/longa-jornada-com-a-feb-na-italia-fornovo-di-taro/
https://chicomiranda.wordpress.com/tag/rendicao-alema-ao-brasil/
Imagens:
http://en.wikipedia.org/wiki/Heinrich_von_Vietinghoff
http://www.forte.jor.br/2014/02/21/69-anos-da-tomada-de-monte-castelo/
http://reocities.com/~orion47/WEHRMACHT/heer/Generalleutnant/GABLENZ_ECCARD.html
http://olapaazul.com/tag/monte-castelo/
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0292a.htm
https://chicomiranda.wordpress.com/tag/batalha-de-monte-castelo/
http://www.forte.jor.br/2013/02/21/68-anos-da-tomada-de-monte-castelo/
http://www.youtube.com/watch?v=t5QP6NbELy4
https://ssl.panoramio.com/photo/85104831
1http://olapaazul.com/tag/monte-castelo/
2http://olapaazul.com/tag/monte-castelo/
1A Cobra Fumou. A história dos verdadeiros herois brasileiros. Batalha de Forovo di Taro
Disp.: http://cobrafumou.webnode.com.br/historia3/batalha-de-forovo-di-taro/ - 06/03/2015
2CASTRO, Adler Homero Fonseca de. A FEB, a ofensiva aliada na Itália e a ação em Collecchio-Fornovo
http://www.grandesguerras.com.br/artigos/text01.php?art_id=50
3LUIZ, André.: Último Tiro de Artilharia e a Rendição Incondicional Alemã -148ª Divisão de Infantaria
http://segundaguerra.net/ultimo-tiro-de-artilharia-e-a-rendicao-incondicional-alema-148a-divisao-de-infantaria/
4Cel. Hiram Reis e Silva. Por que a 148ª Divisão Alemã se entregou somente aos brasileiros na Itália?
http://oblogdoabelha.blogspot.com.br/2011/08/118-guerra-na-italia-148-divalema-so-se.html

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