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segunda-feira, 27 de junho de 2016

FESTA DE SÃO PEDRO

FESTAS JUNINAS
Todos os anos, no dia 29 de junho, é celebrada a festa de São Pedro. O que a maioria dos cristãos ignora é que a festa também é de São Paulo!
Assim sendo, essa inclusão de mais um santo na festa não é motivo exatamente de alegria, pois a data marca o martírio de ambos, ocorrido em Roma, por ordem do Imperador Nero que, por sinal, adorava uma fogueira, aparentemente!
Pedro foi o primeiro apóstolo de Jesus e ganhou este nome do próprio Mestre, pois se chamava Simão. Nascera provavelmente em Betsaida e era pescador em Cafarnaum.
Após a morte de Jesus, Pedro passou seu tempo pregando entre as cidades de Jerusalém, Antióquia e Roma, onde foi morto entre 64 e 67 d.C.
Paulo, antes chamado Saulo, era original de Tarso e fez carreira como perseguidor dos cristãos até que uma visão o fez mudar de lado. Suas pregações auxiliaram imensamente na difusão do cristianismo nas cidades mediterrâneas até ser decaptado entre 64-67 d.C. por ordem de Nero, segundo a tradição cristã.
A Festa de São Pedro e São Paulo atualmente integra as Festas Juninas, celebração derivada da cristianização da festa pagã do Midsommar (ou Mid Summer - Meio do verão).
O Midsommar é comemorado durante o solstício de verão, o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte. 
Na ocasião, e por quase toda Europa, e também nas Américas, os povos celebram acendendo fogueiras.
Com o advento do cristianismo a festa passou a ser associada à pessoa de João Batista, com data fixada em 24/06, embora no caso dos pagãos o dia possa variar entre 19 e 25 de junho, como no caso dos países nórdicos e dos praticantes da Wicca.
Os romanos também celebravam nesta época, no caso deles, porém, a festa era dedicada ao deus do trovão noturno, Sumanus.
São Pedro no trono, à direita São Paulo e à esquerda São João Batista
O Reino de Clio considera que é sempre bom saber exatamente sobre o que estamos celebrando. E agora vamos à fogueira, ao forró e às comidas típicas! Viva Junho!
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_junina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_de_S%C3%A3o_Pedro_e_S%C3%A3o_Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Pedro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Tarso
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sumano

Imagens:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_junina#/media/File:The_Feast_of_Saint_John.jpg
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/03/Caravaggio-Crucifixion_of_Peter.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Tarso#/media/File:Decapitaci%C3%B3n_de_San_Pablo_-_Simonet_-_1887.jpg

domingo, 26 de junho de 2016

PASSEATA DOS CEM MIL

PASSEATA DOS CEM MIL
Em 1968, no dia 26, acontecia no Rio de Janeiro a Passeata dos 100 Mil contra a Ditadura Militar implantada no Brasil em 1964 com a deposição do Presidente João Goulart quatro anos antes.

A passeata foi o ponto alto das manifestações que já vinham ocorrendo antes e que eram reprimidas pela polícia com violência, dentre elas a invasão ao restaurante universitário Calabouço (em 28/03), onde os estudantes protestavam contra o aumento do preço das refeições, ocasião na qual foi morto o estudante Edson Luís de Lima Souto com tiro no peito, à queima-roupa, disparado por um policial; a repressão após a missa de 04/04 na Igreja da Candelária, quando a cavalaria investiu violentamente contra o público que deixava a igreja; a prisão de 300 estudantes após reunião na UFRJ (19/06) e a morte de 3 pessoas e mais de mil prisões em manifestação em frente ao Jornal do Brasil. 

A passeata foi autorizada pela ditadura, mas monitorada por dez mil policiais. O evento começou às 14hs na Cinelândia e terminou por volta de 17hs em frente a ALERJ.

Após a passeata o ditador Médici recebeu uma comissão de estudantes e rejeitou todos os pedidos deles. As manifestações seguiram aumentando assim como a repressão. Em dezembro a ditadura publicou o AI-5, com o que tirava as últimas máscaras e se revelava em toda sua brutalidade.
https://moscosos.wordpress.com/2014/05/
https://www.pinterest.com/pin/535435843170389210/

quinta-feira, 23 de junho de 2016

NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA


NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA

Em 2 a.C. (ou 7 a.C.), em um suposto dia 24 de junho, nascia João Batista, parente de Jesus, preparador de Seu caminho e responsável por Seu batismo nas margens do Rio Jordão.

João era filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, filiada à sociedade Filhas de Aarão e prima de Maria (mãe de Jesus).

Por ser filho de sacerdote, João teria tido uma educação esmerada na cidade de Engedi (Qumram), sede da Irmandade Nazarita, na qual João teria ingressado.

Os nazaritas abstinham-se de bebidas alcoólicas, de contato com cadáveres, usavam os cabelos longos, vestiam-se e se alimentavam com muita simplicidade, características que a Bíblia menciona a respeito de João (alimentando-se de gafanhotos e mel, vestindo-se com peles), além da pregação que conclamava o arrependimento e a preparação para a vinda do Messias.
O batismo de Jesus teria sido realizado na região de Pela. A prisão de João Batista, por ordem de Herodes Antipas I teria ocorrido em Pereia, por volta de 26 d.C.. A decaptação ocorreu no ano seguinte.

Além da Bíblia, mais uma fonte histórica confirma a existência de João Batista. Flávio Josefo faz referência a ele em Antiguidades Judaicas:

Para alguns judeus a destruição do exército de Herodes pareceu intervenção divina, certamente uma punição pelo tratamento dado a João, o chamado Batista. Porque Herodes condenara-o à morte, mesmo ele tendo sido um homem bom e tendo exortado os judeus a levar uma vida correcta, praticar a justiça para com o próximo e a viver piamente diante de Deus, e fazendo por se batizar; porque a lavagem seria aceitável para ele, se o fizessem não para o perdão de pecados mas apenas para a purificação do corpo; pressupondo uma alma previamente purificada por uma conduta de rectidão. Quando outros também se juntaram à multidão em torno dele, pelo facto de que eles eram agitados ao máximo pelos seus sermões, Herodes ficou alarmado. Eloquência com tão grande efeito sobre os homens poderia levar a alguma forma de sedição. Porque dava a impressão de que eles eram liderados por João em tudo que faziam. Herodes decidiu então que seria melhor agir antes, executando João, do que arrepender-se mais tarde. Por esta suspeita de Herodes, João foi trazido acorrentado a Machaerus, a fortaleza de que falamos antes, e lá executado. Porém o veredicto dos Judeus era de que a destruição que atingiu o exército de Herodes foi um castigo, um sinal de desagrado de Deus. 1



O suposto dia do nascimento de João Batista é marcado, no Brasil, pela festa junina de São João, onde a população, especialmente no interior, celebra com o consumo de comidas típicas, fogueiras, fogos de artifício e apresentação de quadrilhas, cuja origem teria sido inspirada nas danças de salão das cortes reais europeias.
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nascimento_de_Jo%C3%A3o_Batista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Batista
(1)Antiguidades Judaicas, XVIII, 5, 2
http://quem-escreveu-torto.blogspot.com.br/2012/09/evangelhos-canonicos-historia-segundo.html

Imagens:
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/37/Hermitagetintorettobirthofjohnthebaptist.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gregorio_Fern%C3%A1ndez_-_Bautismo_20140703.jpg

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terça-feira, 21 de junho de 2016

ABJURAÇÃO DE GALILEU GALILEI

ABJURAÇÃO DE GALILEU
Em 1633, no dia 22, Galileu Galilei era conduzido ao Tribunal da Santa Inquisição, diante do qual renunciou à tese de Copérnico de que a Terra girava em torno do Sol, ideia que defendera em sua obra "Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo". 
Essa renúncia o livrou da morte na fogueira. Após manifestar sua renúncia, ao sair do tribunal para a prisão teria pronunciado a famosa frase "Eppur si muove!" (contudo, ela se move).
Trecho da Abjuração de Galileu(1):


Mas como fui aconselhado, por este Ofício, a abandonar totalmente a falsa opinião que sustenta que o Sol é o centro do mundo e que é imóvel, e proibido de sustentar, defender ou ensinar a falsa doutrina de qualquer modo; [...] de coração e com verdadeira fé, abjuro, amaldiçoo e detesto os ditos erros e heresias e de uma maneira geral todo erro ou conceito contrário `a dita Santa Igreja; e juro não mais no futuro dizer ou asseverar qualquer coisa verbalmente ou por escrito que possa levantar suspeita semelhante sobre minha pessoa...

(1) http://www.netmundi.org/filosofia/2013/03/17/a-carta-de-abjuracao-de-galileu-galilei/

Imagens:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Galileo_facing_the_Roman_Inquisition.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Galileos_Dialogue_Title_Page.png

sexta-feira, 17 de junho de 2016

MUMTAZ MAHAL - TAJ MAHAL


MORTE DE MUMTAZ MAHAL
No ano de 1631, no dia 17, morria a princesa Arjumand Bano Begum, persa-muçulmana, casada com o Imperador Mogol Shah Jahan.
Ela nasceu em 1593 e se casou em 1612, quando recebeu o nome Mumtaz Mahal, que ficou famoso e significa "A Jóia do Palácio".
É provável que tenham existido outras mulheres mais amadas na História, e lembramos aqui de Nefertari, para quem Ramsés II construiu um templo, mas poucas, ou talvez nenhuma, tenha ganho do marido um mausoléu tão belo e impressionante.
Após sua morte (de parto) e pelos próximos vinte anos, o esposo Shah Jahan construiu, para honrá-la, um dos mais belos monumentos de todos os tempos.
Referimo-nos ao Taj Mahal, situado em Agra na Índia, imenso mausoléu de mármore branco "incrustado com pedras semipreciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes".
Mumtaz Mahal não fora a primeira esposa de Shah Jahan, na verdade ela foi o segundo casamento do Imperador, mas logo se tornou sua principal esposa, a mais amada, amiga, confidente e conselheira.
Consta que Mumtaz Mahal acompanhava Shah Jahan a todos os compromissos, inclusive as campanhas militares.
Consta ainda que ela inspirava o Imperador a olhar pelos mais necessitados e a ser generoso.
Em outras palavras, ela parece ter feito o que muitas mulheres são capazes de fazer com alta maestria: despertar o cavalheirismo e inspirar a suavização dos homens, por mais brutos que sejam.
O casamento de conto de fadas entre Mumtaz Mahal e Shah Jahan terminou em 17/06/1631, no 14º parto da princesa, realizado em Burhanpur, durante uma das campanhas militares do marido.
Consta ainda que o Imperador demorou meses a se recuperar, e que sua barba e cabelos ficaram totalmente brancos por conta da tristeza da perda de sua amada.
Perdeu o texto anterior desta seção? Clique AQUI.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mumtaz_Mahal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Shah_Jahan
https://pt.wikipedia.org/wiki/Taj_Mahal

Imagens:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Taj_Mahal,_Agra,_India_edit2.jpg

http://www.cbgt.com/news--events/category/india

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Taj_From_Agra_Fort.jpg

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Taj_Mahal-11.jpg

quinta-feira, 16 de junho de 2016

VISÕES DA INCONFIDÊNCIA - 7

HERÓI DA REPÚBLICA – A VISÃO DE JOSÉ M. DE CARVALHO

José Murilo de Carvalho9 fala da dificuldade em se construir um herói para a República. Deodoro, que poderia encarnar o papel, tinha contra si a aparência com o Imperador, um duvidoso republicanismo e sua fama era restrita ao meio militar. Benjamin Constant também não atendia ao perfil desejado.

Floriano Peixoto não unificava, ao contrário, dividia Militares e Civis, uns contra os outros e entre si mesmos, pela forma como se conduziu nas Revoltas da Armada e Federalista. Por fim o próprio movimento da proclamação carecia de participação popular e seus líderes eram ilustres desconhecidos do povo.

Apela-se então à figura cuja história se vinha tentando resgatar nos círculos republicanos desde a década de 1870: Tiradentes!

Carvalho comenta que a disputa historiográfica sobre Tiradentes foi e continua intensa, contudo esta não é sua meta, mas, antes, como se dá a construção do mito e como sua simbologia é apropriada.

Para o autor há poucas informações sobre quem foi e como vivia Tiradentes, embora se saiba que foi grande a comoção popular causada pela condenação dos inconfidentes, que o povo ficou aliviado com o perdão concedido à maioria, embora condoído pela execução do único réu não perdoado. Cita ainda que o delator, Joaquim Silvério dos Reis, foi amplamente rejeitado em Minas e no Rio de Janeiro, trocando de nome e tendo, por fim, de se refugiar no Maranhão.

Mas a luta pela memória de Tiradentes se arrastou por toda a vigência do império, pois resgatar sua figura consistia em condenar a avó do proclamador da Independência, D, Pedro I e da bisavó do Imperador da época, D.Pedro II.

Para Carvalho, apenas a obra de Robert Southey, publicada em 1810, é neutra, embora sua fonte sobre o tema fosse bem limitada. As demais publicações, para o autor, estavam todas contaminadas de ideologia, ou monarquista, ou republicana, embora reconheça o caráter inédito e mais bem embasado da obra de Joaquim Norberto de Souza Silva, História da Conjuração Mineira, feita a partir dos Autos da Devassa, guardados nos arquivos imperiais, entre outras fontes.

A obra nos permite conhecer o Tiradentes que passou os últimos anos de vida no cárcere, onde entrou como um revolucionário e de onde teria saído convertido em fervoroso cristão, obra dos franciscanos que buscaram catequizá-lo. Para Carvalho, Norberto diminui a importância de Tiradentes e aumenta a de Gonzaga, tira o foco de um representante humilde e passa para um membro da elite.

A transformação de Tiradentes em religioso, que sai das páginas de Norberto, irritou os republicanos, mas para Carvalho é justamente isso que vai contribuir para a mitificação do homem.

A associação religiosa, a figura aproximada da imagem de Cristo, tudo isso esta nas representações artísticas e vai crescer até a proclamação, embora jamais tenha existido nenhum retratista que tenha representado Tiradentes enquanto este vivia, nenhum que o tenha conhecido pessoalmente, mas, antes, uma descrição sua como "feio e espantado", nas palavras de Alvarenga Peixoto. Bem diferente daquela figura cristianizada e serena que povoa os livros de História e os bustos espalhados pelo país.

O autor identifica ainda a não-concretização da revolta, o não-derramamento de sangue, o auto-imposto comportamento de mártir de Tiradentes, a forma de sua execução como contributos para que permanecesse no imaginário popular como um herói corajoso que enfrentou a morte por acreditar em seus ideais, logo, figura passível de ser reivindicada por qualquer ideal, até mesmo abolicionista, operário, socialista ou anarquista.

Isso servia aos interesses do novo regime político que o queria como herói nacional unificador de todos os interesses e não apenas os republicanos, o que sempre geraria críticas dos adversários do regime.

A apropriação que todos fizeram de sua imagem, contribuiu para que se tornasse o símbolo procurado, aceito por todos, servindo aos interesses de todos.

Continua...

9CARVALHO, José Murilo de. Tiradentes: Um Herói para a República in: A Formação das Almas. Cia. das Letras.

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

A QUEDA DA FRANÇA

A QUEDA DA FRANÇA
No ano de 1940, no dia 14, tropas alemãs entravam em Paris, encerrando a avassaladora investida da Wehrmacht vinda da Floresta das Ardenas.
Depois da conquista nazista da Polônia em 1939, a II Guerra Mundial entrou em compasso de espera. Essa espera se encerrou em 10/05/1940 quando as tropas alemãs invadiram a Bélgica.
Essa invasão da Bélgica era esperada pelas forças aliadas, pois acreditavam que uma invasão da França só poderia ocorrer por aquele caminho.
Ao término da I Guerra Mundial os franceses construíram uma linha de defesa ao longo de toda fronteira com a Alemanha, a célebre Linha Maginot, com alto poder de fogo. Essa linha de túneis, casamatas e fortificações terminava na Floresta das Ardenas, considerada um obstáculo natural intransponível, deixando apenas a Bélgica como caminho para uma eventual invasão.
E foi isso que os alemães fizeram. Invadiram a Bélgica, atraindo para dentro de seu estreito território todas as melhoras tropas aliadas francesas e inglesas.
Mas esse ataque era apenas uma distração! Ao contrário do que pensavam os franceses, os alemães atravessaram brincando a Floresta das Ardenas!
Quando menos esperavam, as tropas aliadas estavam enfrentando os alemães na frente e na retaguarda. O avanço alemão foi tão rápido que impediu uma reação efetiva das forças francesas e inglesas, sob o comando ultrapassado do General Maurice Gamelin.

A 7ª Divisão Panzer de Erwin Rommel, por exemplo, avançava tão rápido que passou a ser conhecida como Divisão Fantasma, pois já tinha passado de onde se esperava que ainda chegasse, e chegava onde jamais era esperada.
Dez dias depois Gamelin foi demitido e o General Maxime Weygand foi nomeado para o comando, mas de nada adiantou. Os alemães combinavam o uso de aviões e tanques para abrirem espaço ao avanço da infantaria, enquanto os franceses nem consideravam essa estratégia, com exceção de Charles de Gaulle, que não era ouvido.
Na iminência de captura ou obliteração total as forças aliadas recuaram para Dunquerque, onde foram evacuadas para Inglaterra. Em 05/06/1940 começou o avanço alemão em direção a Paris.
A cidade foi tomada no dia 14, como dito anteriormente. Alguns dias depois o país inteiro se rendeu e, por capricho de Hitler, a rendição dos franceses aos alemães foi assinada no mesmo vagão de trem onde os alemães haviam se rendido aos franceses em 1918, na Floresta de Compiègne.
Perdeu o texto anterior desta seção? Clique AQUI.

Imagens:

http://www.avalanchepress.com/1940Plans1.php

http://www.welt.de/kultur/article6922712/Wie-Hitler-vor-70-Jahren-Frankreich-ueberrannte.html

http://www.gettyimages.com/pictures/campaign-in-the-west-1940-belgium-german-tanks-passing-news-photo-542881033

https://www.quora.com/How-was-French-life-in-Paris-under-the-Nazi-occupation

JULHO NA HISTÓRIA

DOIS DE JULHO
INDEPENDÊNCIA DA BAHIA
No ano de 1823, no dia 02, ocorria a entrada, em Salvador, de quase nove mil militares que travaram a guerra pela antiga capital do Brasil, após a Proclamação da Independência.
Quando as cortes portuguesas retornaram a Lisboa em 26/04/1821, a Bahia já estava dividida entre os que apoiavam a manutenção do status do Brasil como Reino Unido a Portugal, e os que desejavam a volta do país à condição de colônia.
 
Os conflitos na Bahia começaram antes do Sete de Setembro. Em 12/07/1821 os portugueses residentes em Salvador já se aquartelavam para a luta e em 12/11/1821 ocorreu um confronto com soldados brasileiros na Praça da Piedade, com vários mortos de saldo.
Quando foi nomeado um Comandante das Armas contrário aos desejos dos brasileiros, o Brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo, a situação se tornou irreversível.
A posse do comandante foi atrasada enquanto a população demonstrava seu apoio ao Brigadeiro Manuel Pedro. Mas Madeira de Melo conseguiu ser empossado como membro de uma junta militar e em 18/02/1822 desfilou provocativamente pelas ruas da cidade.
No dia 19/02/1822 os conflitos começaram. Inicialmente os portugueses saíram em vantagem, tomando um quartel e chegando mesmo a invadir o Convento da Lapa, onde foi assassinada a abadessa Joana Angélica. O Forte São Pedro foi tomado e o Brigadeiro Manuel Pedro foi preso e enviado a Lisboa. Madeira de Melo triunfara.
Mas foi uma vitória que não trouxe a paz. Alguns dias depois, em 21/03/1822, os portugueses foram apedrejados na procissão de São José. Com o passar das semanas os brasileiros foram organizando a resistência no Recôncavo Baiano com a adesão de várias cidades.
Mas, enquanto os portugueses recebiam reforços, os brasileiros não podiam contar com o apoio de D. Pedro, ainda preso aos laços de Portugal. Somente após a Proclamação da Independência o Rio de Janeiro enviou reforços aos brasileiros.
Obrigados a desembarcar em Maceió, as forças do General Labatut, conseguiram arregimentar reforços na marcha por terra de Alagoas à Bahia.
Vários combates ocorreram, com destaque para a Batalha do Pirajá, onde os portugueses quase obtiveram uma vitória devastadora. Os brasileiros já receberiam a ordem de retirada, mas o Corneteiro Luis Lopes mudou o toque para Carga de Cavalaria. Mas não havia uma cavalaria!
Os portugueses, pensando que seriam atacados pelos cavalarianos, assustaram-se e recuaram, ao passo que os brasileiros contra-atacaram, vencendo a batalha!
Com esta derrota e o bloqueio naval de Salvador pela armada do Almirante Thomas Cochrane, o destino dos portugueses comandados por Madeira de Melo estava selado.
Em 02/07/1823 eles embarcaram em 83 barcos rumo a Portugal. As tropas vitoriosas no Pirajá, sob comando do Coronel João de Souza Meira Girão, foram as primeiras a adentrar triunfantes a capital, Salvador, passando sob o arco de flores feito pelas freiras do Convento da Soledade. Viva a Bahia e o Brasil!

Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_da_Bahia#2_de_julho:_data_m.C3.A1xima_da_Bahia

Imagens:
Antônio Parreiras: O Primeiro Passo para a Independência da Bahia, Palácio do Rio Branco, Salvador, Bahia.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_da_Bahia#/media/File:Parreiras_O_Primeiro_Passo_para_a_Independ%C3%AAncia_da_Bahia.png

Presciliano Silva. Entrada do Exército Libertador
http://www.cms.ba.gov.br/memorial_fato_int.aspx?id=4

http://manualdoturista.com.br/bahia-independencia-do-brasil/

http://www.luizmotivador.com.br/materia/educacao/11187/Hoje+%C3%A9+celebrado+o+2+de+julho,+Dia+da+Independ%C3%AAncia+da+Bahia


QUATRO DE JULHO
 
INDEPENDÊNCIA DOS EUA
No ano de 1776, no dia 04, ocorria a assinatura da Declaração da Independência e nascia os Estados Unidos da América.
A situação que levou ao rompimento das colônias com a Inglaterra ocorreu após o término das guerras contra os franceses, apoiados por índios americanos e canadenses.
A coroa inglesa precisava de dinheiro para cobrir os custos da guerra e como esta beneficiara as colônias, foi delas que a conta foi cobrada através de leis que o Parlamento Inglês aprovou.
Em 1764 foi criado o imposto sobre o açúcar, em 1765 uma taxação sobre atos oficiais, jogos de baralho, almanaques, livros, etc.
No ano seguinte, 1766, foi aprovada a supremacia do Parlamento Inglês sobre a legislação das colônias além de mais impostos sobre a importação de chumbo, vidro, tinturas, chá e papel.
Os protestos gerados nas 13 colônias foi imenso e todas essas leis foram revogadas em 1770, exceto os impostos sobre o chá.
Mas a gravidade dos conflitos ocorridos entre 1770-1775, como o incêndio do navio Gaspee e o descarte no mar da carga de chá pelo grupo Boston Tea Party (1773), fez com que o rompimento se tornasse irreversível.
A reação inglesa jogou mais gasolina na fogueira pois revogou a autonomia de Massachusetts, concedeu autonomia a Quebec (atual Canadá), fechou o Porto de Boston e deportou os culpados pelos conflitos, obrigando suas famílias a abrigar tropas inglesas. Não poderia resultar em outra coisa que não mais conflitos...
Uma série de manifestos sobre os direitos dos súditos foi publicada e a união das 13 colônias em um movimento unificado nasceu e foi crescendo entre 1774-1775.
No ano seguinte, 1776, foi formado um comitê de cinco membros a quem coube formular uma declaração de independência. Reunidos na Filadélfia os membros elaboraram e Thomas Jefferson redigiu o documento que, assinado em 04/07/1776, marcou o nascimento dos EUA.
A liberdade total, porém, só veio mesmo em 1781, quando as tropas inglesas sob comando de Lord Cornwallis, cercadas por terra pelas tropas americanas e francesas de George Washington e por mar pela Marinha da França, aceitou a rendição em Yorktown.
Dois anos depois, em 1783, o tratado de paz entre a Inglaterra e a nova nação americana foi assinado.
Fonte e Imagens:

http://reino-de-clio.com.br/Hist-Geral.html


NOVE DE JULHO
REVOLUÇÃO DE 1932
No ano de 1932, no dia 09, ocorria o início da rebelião armada dos paulistas contra o governo federal chefiado por Getúlio Vargas.
A revolta vinha no ambiente da crise econômica mundial de 1929 e no início do governo Vargas, que ascendera ao poder pela Revolução de 1930.
Para responder à queda das exportações de café, o principal produto brasileiro, Vargas criara o Conselho Nacional do Café, que decidira pela compra do grão aos produtores e a subsequente queima, como forma de pressionar os preços para cima.
Apesar deste apoio, a elite paulista se ressentia pela perda do poder político, posto que Vargas governava por decretos na ausência de um texto constitucional que o limitasse.
Em 1931 começou a organização de um movimento em prol da promulgação de uma nova constituição que se espalhou por RS, SP, MG e RJ. A oposição começou a formar associações entre os partidos políticos para pressionar.
Do outro lado o movimento dos tenentes pressionava pela não realização de eleições, pois isso significaria a volta das elites da República Velha e do coronelismo ao poder.
Atendendo aos apelos por uma nova Carta Magna, em 24/02/1932 Getúlio Vargas publicou o anteprojeto da Constituição, que previa grandes mudanças, e o novo código eleitoral.
Este projeto era um grande avanço, pois permitia o voto das mulheres e de classes tais como sindicatos de patrões e empregados, que poderiam eleger deputados que os representassem.
Isso, obviamente, não agradava as elites, especialmente de São Paulo, pois a mudança do sistema eleitoral que permitira a política do café com leite não garantia que retomassem o poder. E uma onda de boatos começou a se espalhar, inflamando a população, principalmente em São Paulo.
Quando, em 22/05/1932, Osvaldo Aranha foi a São Paulo, espalhou-se o boato de que ele vinha fazer imposições ao Interventor Pedro de Toledo, que governava o estado.
Com isso uma multidão saiu às ruas para protestar e, quando tentaram invadir a sede do Partido Popular Progressista (tenentista), a reação policial resultou na morte de quatro jovens, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, cujas iniciais formaram o nome de uma entidade que simbolizou o movimento dali em diante: o MMDC.
O MMDC começou a arrecadar doações para compra de armas visando combater o governo Vargas. Em 09/07/1932 eclodiu a luta armada na qual as tropas paulistas eram comandadas pelos Generais isidoro Dias Lopes e Bertoldo Klinger e pelo ex Interventor Pedro de Toledo.
Os paulistas contavam com o apoio dos gaúchos, cariocas e mineiros, mas o RS e MG mudaram de lado e, no RJ, o líder revoltoso Agildo Barata e seus seguidores foram presos, de modo que SP ficou sozinho na luta e acabou cercado.
Menos de três meses depois, após muitos combates e a perda de 633 homens, São Paulo se rendeu. Getúlio venceu mas atendeu aos apelos por uma nova Constituição, promulgada em 16/07/1934. A primeira mulher eleita para um cargo público no Brasil, Drª. Carlota Pereira de Queirós, participou de sua confecção.
 
Fonte e Imagens:

http://reino-de-clio.com.br/Hist-Brasil.html



CATORZE DE JULHO
REVOLUÇÃO FRANCESA
No ano de 1789, no dia 14, o povo da França executava o roubo de 30 mil fuzis do arsenal francês e tomava a Bastilha, prisão símbolo do regime absolutista francês.
Após o reinado de Luis XIV, o poder absoluto do rei foi sendo descentralizado e cada vez mais os burgueses assumiam cargos antes exclusivos da nobreza que, contudo, ainda vivia no luxo e no fausto.
Os cofres do país estavam vazios por conta das guerras contra a Inglaterra, Rússia e Prússia e do apoio à Independência dos EUA.
A seca de 1785, a fome de 1788 e a disparada dos preços em 1789 levaram o povo à revolta.
Artesãos e operários realizaram greves, os camponeses se revoltaram e o exército, fraco, não podia combatê-los de forma eficaz.
Com a situação econômica se deteriorando, os bancos se recusaram a emprestar dinheiro ao governo.
Quando este tentou diminuir os privilégios da nobreza, o parlamento e a assembléia de notáveis convocada pelo rei vetaram todas as tentativas.
A solução foi a convocação dos Estados Gerais, uma assembléia especial na qual as classes sociais da França expressavam sua opinião.
Ao longo da História a Nobreza e o Clero sempre votavam unidos, derrotando a Burguesia por 2x1. Só que desta vez os burgueses se uniram ao povo para pressionar pelo voto direto e não delegado.
Com isso a burguesia, que pôde contar com os votos dos nobres e clérigos descontentes, venceu a votação, transformando os Estados Gerais em Assembléia Nacional Constituinte (ANC).
Na iminência de perder o poder, o Rei Luis XVI enviou tropas para cercar a Assembléia, mas era tarde. O povo, em revolta, apoio a ANC e invadiu os arsenais, roubando os fuzis com que tomou a Bastilha.
Ainda demoraria muito, custaria muito sangue e cabeças, inclusive as do Rei Luis XVI e de sua esposa, Maria Antonieta, mas a revolução triunfaria na França.


Fonte e Imagens:

http://reino-de-clio.com.br/Hist-Geral.html


VINTE DE JULHO
POUSO DO HOMEM NA LUA
No ano de 1969, no dia 20, o homem pisava pela primeira vez no solo da Lua, honra que coube a Neil Armstrong.
Neil Armstrong, e seus companheiros Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins, compunham a missão Apolo 11, parte integrante do Projeto Apolo, a tentativa americana de conquista do espaço na disputa contra a URSS, no contexto da Guerra Fria.
Apesar do número, a Apolo 11 foi a quinta missão tripulada do projeto e a primeira a pousar no solo da Lua.
A nave Colúmbia decolou em 16/07/1969 do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Flórida, às 13:32hs. 
Seu objetivo era a região lunar conhecida como Mar de Tranquilidade, “uma grande área plana, formada de lava basáltica solidificada, na linha equatorial da face brilhante do satélite”.
A alunisagem ocorreu às 20:17hs de 20/07/1969. Neil Armstrong avisou a base: “Houston, aqui Base da Tranquilidade. A Águia pousou”. Uma das maiores audiências televisivas de toda História acompanhava o momento a partir de quase todos os cantos do mundo.
Somente depois de seis horas e meia após o pouso ocorreu o primeiro contato físico do homem com a Lua.
Neil Armstrong desceu os degraus do módulo lunar e saltou para o protetor de patas. Dali ele testou a consistência do solo e o pisou pela primeira vez, pronunciando a frase imediatamente gravada na História:
É um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade.
A URSS colocara o primeiro homem no espaço. Os EUA colocavam o primeiro homem na Lua. E a Guerra Fria seguia seu curso...

Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Apollo_11

Imagens:
http://www.reconstruindoopassado.com.br/apollo11.php
http://moonpans.com/prints/wall_size_prints.htm
http://pics-about-space.com/apollo-11-launch?p=1
http://www.bbc.co.uk/programmes/p01cgb3g/p01cg9v8
https://www.linkedin.com/topic/future-now

http://www.bbc.co.uk/programmes/p01cgb3g/p01cg9v8



INÍCIO DA I GUERRA MUNDIAL
No ano de 1914, no dia 28 de Julho, o Império Austro-Húngaro declarou guerra a Sérvia após este país recusar um único ponto do ultimato dado por conta do assassinato do herdeiro do trono, príncipe Franz Ferdinand.
A Rússia se posicionou ao lado da Sérvia e mobilizou suas tropas dois dias depois, em 30/07. Imediatamente a Alemanha exigiu que os russos voltassem atrás.
Quando a França se mobilizou, a Alemanha fez o mesmo e, em 01/08, sem uma resposta do Csar, declarou guerra contra a Rússia. Em 02/08 os alemães pediram à Bélgica passagem para suas tropas e, quando esta recusou em 03/08, passou assim mesmo.
Em 04/08 a Inglaterra declarou guerra a Alemanha. Em 06/08 foi a vez da Áustria declarar guerra contra a Rússia e, logo, Montenegro, Turquia, Itália e até o Japão estavam no conflito.
Como em um efeito dominó, um a um os países europeus foram entrando em uma guerra na qual todos se achavam iminentes vencedores.
Começava um dos maiores banhos de sangue da História humana.

Fonte e Imagens:


http://reino-de-clio.com.br/Hist-Geral.html