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sábado, 16 de julho de 2016

HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS


SE ESTE NÃO É O TEXTO QUE VC BUSCA, ELE PODE ESTAR MAIS ABAIXO.

A MORTE DE FRANZ FERDINAND
Em um dia 28/06, no ano de 1914, ocorria o assassinato, por atentado à tiros, do Arquiduque Franz Ferdinand, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro na cidade de Sarajevo, na Bósnia Herzegovina.
Franz Ferdinand nasceu na cidade austríaca de Graz em 18/12/1863. Ele era filho de Karl Ludwig e Maria Annunziata e se tornou herdeiro do trono após dois incidentes: o suicídio de Rudolf Franz, herdeiro do trono, e a renúncia de Karl em favor do filho mais velho. O imperador à época era  Franz Joseph I.
Militar desde os 14 anos, apesar de jamais ter recebido treinamento adequado, Franz chegou atingiu o posto de Major General aos 31 anos e tinha grande influência no meio militar do império. Um ano antes de sua morte foi nomeado Inspetor Geral das Forças Armadas.
Em 1894 conheceu e se apaixonou pela Condessa Sophie Maria, com quem não podia se casar porque a moça não era da realeza. Eles mantiveram um romance em segredo até que gerasse um grande escândalo ao ser descoberto.
Mas, apesar da não autorização do casamento por parte do Imperador, Franz se manteve firme até que o “papa Leão XIII, o czar Nicolau II da Rússia, e o kaiser Guilherme II da Alemanha” enviaram pedidos ao Imperador e este liberou o casamento sob as condições de que a esposa não teria direito aos privilégios e títulos reais e nem seus filhos seriam herdeiros do trono.
O Casamento de Franz Ferdinand e Sophie Maria
Celebrado em 01/07/1900, o casamento não contou com a participação de nenhum membro importante da família imperial e dali em diante Sophie, apesar de receber os títulos de Princesa de Hohenberg e Duquesa de Hohenberg, sempre ficava à parte nas cerimônias oficiais, com exceção das solenidades militares e exatamente por isso, Sophie acompanhou o esposo a Sarajevo naquele dia fatídico.
Contrário às aspirações Húngaras por mais autonomia e mais liberal em relação aos demais povos componentes do Império, Franz Ferdinand discordava em muitos aspectos com o Imperador Franz Joseph I, que não viu com maus olhos sua morte em Sarajevo.
Quando chegou à capital Bósnia, após assistir a exercícios militares que foram vistos como provocação na vizinha Sérvia, Franz e Sophie foram recebidos com deferência por autoridades locais que disponibilizaram um comboio de seis veículos, um dos quais conversível, no qual embarcaram Franz, Sophie, o governador local e um oficial militar.
A primeira parada foi em um quartel para rápida inspeção e, em seguida, o comboio seguiu em direção à Câmara Municipal. Foi neste trajeto que começaram os atentados.
Os planos para matar o Arquiduque formavam uma teia complexa que começara a ser tecida em 1913 pelo grupo Mão Negra (grupo de nacionalistas e pan-eslavistas sérvios do qual participava o “chefe da inteligência militar sérvia, coronel Dragutin Dimitrijević”), e que tinha como primeiro alvo o Governador Oskar Potiorek, que estava no carro com Franz e Sophie.
Em março de 1914, quando o atentado contra o governador deveria acontecer, os planos foram modificados diante do agendamento da visita do Arquiduque à cidade. Essa visita foi atrasada, assim como os planos, por conta da doença do Imperador. Quando este se recuperou, a viagem do herdeiro do trono foi reagendada.
Seis homens de Belgrado, a maioria muito jovens, foram recrutados para a missão: Mehmedbašić, Vaso Čubrilović, Cvjetko Popović, Gavrilo Princip, Trifun Grabež e Nedjelko Čabrinović. Eles percorreram um roteiro digno de filmes de espionagem, com treinamento, entrega de armas e cápsulas de suicídio, viagem de barco, passagem por um túnel secreto mediante apresentação de senha, etc, até chegar a Sarajevo. No dia do atentato, os seis homens foram posicionados ao longo do percurso da comitiva, de modo que haveria seis oportunidades de matar o arquiduque.
Quando a comitiva passou pelo primeiro terrorista,  Mehmedbašić, este não conseguiu jogar a bomba com a qual estava munido, mesmo caso de Vaso Čubrilović, armado com bomba e pistola.
O próximo terrorista, Nedeljko Čabrinović, porém, conseguiu jogar sua bomba que, no entanto, quicou no carro e caiu na rua explodindo sob o veículo que vinha logo atrás, ferindo 20 pessoas.
Čabrinović engoliu sua cápsula de veneno e pulou no rio. Mas não conseguiu nem morrer, pois vomitou o veneno e o rio era muito raso, de modo que foi capturado.
Os outros três terroristas também falharam em seus ataques pois a comitiva partiu em disparada rumo à Câmara Municipal. Triste pelo fracasso, Gravilo Princip entrou em um bar para afogar as mágoas. Ele não sabia, mas este era o lugar certo na hora quase certa.
Na Câmara, a irritação de Franz Ferdinand foi amainada pelas doces palavras da esposa. O restante dos compromissos do dia foi cancelado e uma visita aos feridos no hospital foi programada. O casal embarcou no mesmo carro aberto, um percurso foi traçado, mas o motorista do carro não foi avisado.
Quando a comitiva partiu o motorista desavisado entrou por uma rua não programada e, quando manobrou para retornar ao roteiro planejado, o motor do carro “morreu” bem perto de onde Gravilo Princip estava.
Desta vez ele não perdeu a oportunidade. De uma distância aproximada de cinco metros, disparou apenas dois tiros. Um dele acertou o Arquiduque na veia jugular e o outro no abdômem de Sophie. Gravilo foi preso imediatamente e o casal foi levado à casa do governador, mas nada podia ser feito.
Franz Ferdinand e Gravilo Princip
Sem saber, ou sem se importar, da gravidade de seus ferimentos, Franz Ferdinand dizia que não tinha nada e tentava socorrer a esposa: "Sofia, Sofia! Não morra! Viva para nossos filhos!". Mas Sophie morreu e Franz morreu dez minutos depois.


Começava ali um efeito dominõ que logo colocaria a maior parte das principais nações do mundo, e suas colônias, em uma guerra mundial sem precedentes.


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Fontes e Imagens:
https://seuhistory.com/hoje-na-historia/arquiduque-e-assassinado-em-estopim-da-primeira-guerra
https://tokdehistoria.com.br/tag/arquiduque-franz-ferdinand-da-austria/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Lu%C3%ADs_da_%C3%81ustria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Anunciata_das_Duas_Sic%C3%ADlias
https://de.wikipedia.org/wiki/Rudolf_von_%C3%96sterreich-Ungarn
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sofia,_Duquesa_de_Hohenberg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Fernando_da_%C3%81ustria-Hungria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Atentado_de_Sarajevo



MASSACRE DA PRAÇA TIAN'ANMEN
Em um dia como este 04/06, ano ano de 1989, terminavam as manifestações iniciadas em 15/04 e lideradas por estudantes chineses mas que contavam com a participação de intelectuais e trabalhadores urbanos de Pequim, (Beijing).
Os protestos ocorriam na forma de marchas pacíficas e eram contra a corrupção e a repressão do governo, a demora no avanço das reformas econômicas iniciadas pelo governo de Deng Xiaoping, a inflação e o desemprego.
A morte (natural) do ex-Secretário Geral do Partido Comunista, Hu Yaobang, considerado liberal e que houvera sido expulso do governo, serviu de motivo para as manifestações que começaram em reuniões de oração pelo falecido, evoluíram para greves estudantis, greves de fome e foram crescendo até se tornarem grandes marchas e se espalharem para outras cidades.
O governo da China deliberou sobre a forma de enfrentar os protestos e acabou decidindo pela dissolução das manifestações à força. Em 20 de maio, após vários pedidos pelo fim dos protestos, foi decretada lei marcial e em 03 de junho foram enviados tanques e tropas para Pequim e a Praça Tian'anmen, ou Praça da Paz Celestial.
Boa parte da população de Pequim reagiu à intervenção militar, colocando barreiras para atrasar os tanques e enfrentando os soldados que revidaram com metralhadoras. 

O número de mortos varia entre 400 e 2600, além de várias prisões, expulsão de jornalistas estrangeiros, censura e controle de informações.
Como a praça estava desocupada pelos manifestantes quando os tanques chegaram, o termo Massacre da Praça Tian'anmen não está correto, já que não ocorreram mortes na praça em si. Os confrontos e mortes, inclusive de soldados, ocorreram antes de os tanques chegarem à praça.
No dia seguinte, 05/06, um jovem desrespeitou a proibição, invadiu a área restrita e parou uma coluna de tanques que vinha em sentido contrário.
O termo não existia ainda, mas a foto daquele momento “viralizou” e o homem virou capa das principais revistas e jornais ao redor do mundo, telejornais, filmes, documentários, etc.
Até hoje não se sabe com certeza a identidade do rapaz, nem se está vivo, pois as versões conflitantes lhe atribuem nomes e destinos diferentes.
Durante e após o fim das manifestações cerca de 900 pessoas foram presas. Os trabalhadores presos foram executados, os estudantes receberam penas mais leves. Profissionais da imprensa chinesa que apoiaram os protestos foram expulsos e o Presidente Zhao Ziyang perdeu o posto, que foi assumido por Jiang Zemin.
Deng Xiaoping - Zhao Ziyang - Jiang Zemin
Os acontecimentos daqueles dias ainda hoje são um tabu na China que sufocou a oposição e calou as insatisfações populares com um crescimento econômico extraordinário desde então. A plena liberdade política, contudo, ainda é uma conquista distante para os chineses.
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Fontes e Imagens:
http://www.infoescola.com/historia/massacre-da-praca-da-paz-celestial/
http://mundoestranho.abril.com.br/historia/o-que-foi-o-protesto-da-paz-celestial/
http://www.estudopratico.com.br/massacre-da-praca-da-paz-celestial/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Deng_Xiaoping
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jiang_Zemin
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zhao_Ziyang
https://pt.wikipedia.org/wiki/Protesto_na_Pra%C3%A7a_da_Paz_Celestial_em_1989
https://www.betterworldinternational.org/blog/8-ordinary-people-change-world/
http://paginaglobal.blogspot.com.br/2014_06_02_archive.html
https://ricardonagy.wordpress.com/2010/09/19/refuse-resist/
http://otrabalho.org.br/praca-da-paz-celestial-25-anos-depois/


ARACAJU – 162 ANOS!
A MUDANÇA DA CAPITAL
Em um dia 17 de março, no ano de 1855, o Povoado de Santo Antônio do Aracaju era elevado à condição de Capital da Província de Sergipe, através da Resolução nº 413/1855, decisão tomada pelo Presidente Ignácio Joaquim Barboza e aprovada pela Assembléia Provincial por 18 votos a favor e 02 contra, dados por Martinho Garcez e o Vigário Barroso, de São Cristóvão, que também era deputado.
Ignácio Barboza era carioca, nascido no Rio de Janeiro em 10/10/1821, formado bacharel em ciências jurídicas e sociais, falava várias línguas, foi juiz municipal na cidade de Paraíba do Sul, RJ, secretário e vice-presidente da Província do Ceará, oficial da Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda e suplente de deputado pelo Ceará. Casou-se no Ceará, teve duas filhas e ficou viúvo muito cedo.
Em 07/10/1853 foi nomeado pelo Imperador D. Pedro II como Presidente da Província de Sergipe, posto que assumiu em 17/11/1853, em São Cristóvão. O Imperador escolheu Ignácio por ser alguém de fora de Sergipe e sua intenção era ter alguém isento para mediar as disputas terríveis entre os grupos políticos dos liberais e conservadores.
Como Presidente, Ignácio Barboza se dedicou à segurança pública e à melhora do sistema de exportações de açúcar da província, ação que está diretamente ligada à mudança da capital que foi planejada e posta em ação entre 1854 e 1855.
Ignácio Barboza percebeu a decadência de São Cristóvão, tanto por sua localização distante do oceâno e a dificuldade de acesso de barcos maiores ao Rio Paramopama, quanto pela queda nas exportações de açúcar através do Rio Vaza Barris que estava em terceiro lugar, perdendo para o Rio Real em Estância e o Rio Cotinguiba, de Laranjeiras e Maruim.
Vale do Rio Paramopama - São Cristóvão
Qualquer uma dessas três cidades acima citadas tinha chances de ser a escolhida como nova capital de Sergipe, mas o Presidente via mais longe e queria colocar a província nos caminhos da modernidade quando as cidades mais importantes possuíam grandes portos para exportação.
A escolha e a mudança, no entanto, não foram tão abruptas quanto se pode imaginar. Primeiro era preciso tornar nossas exportações independentes da Bahia, o que ocorreu com a publicação do regulamento, em 23/02/1854, que determinava que todo açúcar deveria passar pela Mesa de Rendas de Sergipe, onde os impostos seriam pagos.

No mesmo ano, a Mesa de Rendas de Sergipe foi transferida do Porto das Redes, atual cidade de Santo Amaro das Brotas, para a Barra dos Coqueiros. E logo depois, em 19/01/1855 foi transferida novamente, desta vez para Aracaju, o que já sinalizava que uma mudança estava por vir.
Assim, após a conclusão do canal de ligação entre os rios Pomonga e Japaratuba, que permitia o escoamento da produção do Vale do Japaratuba, as condições de crescimento econômico da região estavam dadas. A mudança era agora não apenas uma vontade, mas uma imposição econômica.
Em 25/02/1855 foi convocada uma reunião na casa do Barão de Maruim, onde os deputados foram convencidos da necessidade de mudar a capital, mas não para Laranjeiras e Maruim, que possuíam rios pequenos, nem para Estância, cuja produção era menor que a do Vale do Cotinguiba, mas para uma nova cidade, planejada e construída do nada. O local escolhido foi a área extremamente bem localizada, abaixo do povoado Santo Antônio do Aracaju.
Colina do Santo Antônio - aqui nasceu Aracaju!
Vencidas as resistências, foi convocada reunião da Assembléia para o dia 01/03/1855, realizada em uma das poucas casas da Colina do Santo Antônio onde Ignácio Barboza discursou defendendo seu projeto. Finalmente, em 17/03/1855 a Resolução foi aprovada.
O povo de São Cristóvão não ficou nada satisfeito com a mudança, mas a resistência não envolveu violência. A insatisfação tomou forma de protestos satíricos, com versinhos depreciativos contra as figuras do Barão de Maruim, do Presidente Ignácio e outros.
Praça São Francisco - São Cristóvão - Sergipe
Quem mais se destacou naquele momento foi a figura de João Bebe Água, ou João Nepomuceno Borges, que alguns dizem ter sido um comerciante falido que entregou-se ao vício da bebida, mas que mais recentemente descobriu-se ter sido vereador de São Cristóvão em mais de um mandato pelo Partido Liberal e que chegou a exercer o cargo de Juiz de Paz já em 1893, não sendo, portanto, nem louco e nem mendigo.
Há quem diga que ele pediu ao próprio D. Pedro II que desfizesse a mudança da capital. Obviamente não foi atendido, mas o Imperador com certeza lhe deu razão, pois escreveu em seu diário que considerava um desperdício abandonar aquela estrutura já existente em São Cristóvão: “Talvez tivesse sido melhor abrir canal reunindo o Vaza-Barris ao Cotinguiba do que mudar a capital, inutilizando-se quase tantos edifícios.” (D. Pedro II)

Feita, e tornada irreversível a mudança da capital, Ignácio Barboza não viveu muito mais para ver concretizada sua obra. Contraiu malária pouco tempo depois, foi transferido para Estância mas não resistiu e faleceu em 06/10/1855.
A missão de construir a capital, porém, prosseguiu através do planejamento feito pelo Engenheiro Sebastião Basílio Pirro, que projetou a cidade como um tabuleiro de xadrez. A cidade era limitada entre a atual Praça da Bandeira e o Rio Sergipe (à época ainda chamado de Cotinguiba) e entre a atual Avenida Barão de Maruim e a Praça General Valadão.
Assim nasceu nossa amada Aracaju!
Fontes:
http://anselmovieira.blogspot.com.br/2011/12/artigo-mudanca-da-capital-de-sergipe.html
http://sergipeemfotos.blogspot.com.br/2013/01/mudanca-da-capital-de-sao-cristovao.html
https://fontesdahistoriadesergipe.blogspot.com.br/2010/03/aracaju-historia-da-mudanca-da-capital.html
http://www.infonet.com.br/noticias/cidade//ler.asp?id=183995
http://museuhsergipe.blogspot.com.br/2013/03/revisao-na-biografia-de-joao-bebe-agua.html
http://bainosilustres.blogspot.com.br/2015/01/32-joao-bebe-agua.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/In%C3%A1cio_Joaquim_Barbosa
Imagens:

http://reino-de-clio.com.br/Aracaju%20160%20Anos!.html
NAPOLEÃO ESCAPA DE ELBA
Em um dia 26/02 como este, no ano de 1815, Napoleão escapava da Ilha de Elba onde se encontrava exilado desde 04/05/1814 em cumprimento ao Tratado de Fontainebleau.
O Tratado fora imposto pelos comandantes da coalizão de países que derrotara a França na Batalha de Paris. 
Recolhido no Palácio de Fontainebleau, Napoleão foi intimado a abdicar. Ele ainda tentou deixar seu filho como herdeiro do trono e sua esposa, Maria Luísa da Áustria, como regente, mas sem sucesso.
Encenação da chegada de Napoleão a Elba
O tratado, porém, permitia que mantivesse o título de Imperador e foi-lhe concedido governar a Ilha de Elba, para onde poderia levar uma pequena corte, 400 soldados, manter alguns navios e receber do governo da França, anualmente, uma quantia de dois milhões de francos.
Nos primeiros meses de exílio o gênio de Napoleão promoveu uma verdadeira revolução administrativa na ilha com a "...construção de estradas e drenagem dos pântanos, impulsionar a agricultura e desenvolvimento de minas, bem como reformar as escolas da ilha e todo o seu sistema legal."(1)
E também consta que o soberano se tornou praticamente uma atração turística!
Conforme afirma Katharine Macdonogh em “A Sympathetic Ear: Napoleon, Elba And The British – From History Today (1994)” (2), no porto de Elba passaram a desembarcar inúmeros oficiais ingleses para conhecer o maior de todos os rivais da Inglaterra. E, segundo os relatos que a autora apresenta, Napoleão os encantou a ponto de torná-los admiradores dali em diante.
Segundo Lord John Russell, Napoleão se mostrou “extremamente bondoso ... sua maneira parece estudada para por a pessoa à vontade por sua familiaridade; Seu sorriso e riso são muito agradáveis (2)
Outro relato, de Hugh Fortescue, Visconde Ebrington, diz que:
Sua maneira me deixou quase à vontade desde o início, e pareceu incentivar minhas perguntas, que ele respondeu sobre todos os assuntos sem a menor hesitação, e com uma rapidez de compreensão e clareza de expressão além do que eu já vi em qualquer outro homem. (2)
Mas, segundo Shannon Selin em seu blog “Imagining the Bounds of History” (3), logo a consciência do mundo diminuto ao seu redor, em contraste com as memórias do grande comando que exercera, parecem ter feito "cair a ficha" do grande homem. Some-se a isso o descumprimento do tratado pela França, que não efetuou o pagamento que fora prometido.
Este também parece ser o entendimento do Coronel Neil Campbell - comissário britânico na ilha – que escreveu diversas vezes aos seus superiores na Inglaterra informando sobre o declínio financeiro do Imperador, demonstrado nos cortes de obras e despesas gerais e alertando que a falta de pagamento a Napoleão poderia causar sua fuga.(3)
Mas, embora não estivesse totalmente errado, o coronel inglês não sabia que Napoleão já pensava em sair de Elba quando ainda estava em Fontainebleau!
Mantendo-se bem informado sobre o que ocorria na França, Napoleão soube de três fatos que podem tê-lo estimulado a deixar a ilha: a impopularidade de Luis XVIII; as conversas no Congresso de Viena sobre retirá-lo de Elba para outro local bem mais distante; a movimentação para coroar o Duque de Orleans governante da França, o que traria uma situação nova e de difícil reversão.(3)
Assim sendo, já em junho de 1814 havia boatos de que Napoleão pretendia deixar a ilha. Entretanto o acontecimento só foi se concretizar mesmo no ano seguinte quando o Coronel Neil Campbell viajou para Londres em 16/02.
Napoleão imediatamente deu ordens para que suas embarcações fossem preparadas. A partir dai os acontecimentos são como um fantástico roteiro de filme de ação e espionagem!
Portoferraio - Ilha de Elba - Google S.V.
Segundo Selin, Napoleão ordenou que o navio Inconstant fosse pintado como um navio inglês e abastecido com mantimentos.
Quando uma embarcação britânica aportou em Elba ele ordenou que seu navio fosse escondido para não ser visto e colocou seus soldados para executar serviços corriqueiros de jardinagem! Pouco depois decretou bloqueio do porto evitando a partida de qualquer barco que pudesse alertar o exterior sobre sua fuga.
Em 25/02 ele avisou às autoridades da ilha que partiria e ordenou a impressão de cartas a serem divulgadas na França. No dia 26/02 a frota partiu levando 600 membros da Velha Guarda, 100 lanceiros poloneses desmontados, 300 membros do Batalhão Corso, 50 membros da gendarmeria (guarda) e 100 civis, incluindo empregados. (3)
No mar, a frota chegou a ser abordada por um navio inglês, mas o capitão deste foi enganado pelo capitão a serviço de Napoleão. Em 01/03 a pequena tropa do Imperador desembarcou em “Golfe-Juan, entre Cannes e Antibes”.
Golfe-Juan - França - Google Street View

Napoleão saudado pelo 5º Regimento
Algum tempo depois, as tropas do Quinto Regimento, enviadas para deter a marcha de Napoleão rumo a Paris o interceptaram. O soberano se postou sozinho, em frente aos soldados e os conclamou a atirar no próprio Imperador. Como lhes era impossível fazer isso, aderiram a ele e, assim, a marcha se transformou em um cortejo triunfal que chegou a Paris sem disparar nenhum tiro.
Mas isso é uma outra História! Vive L'Empereur!

(1) https://widescience.wordpress.com/2015/03/02/por-que-napoleao-provavelmente-deveria-ter-ficado-no-exilio-na-primeira-vez/

(2) https://www.napoleon.org/en/history-of-the-two-empires/articles/a-sympathetic-ear-napoleon-elba-and-the-british-from-history-today-1994-vol-44/

(3) http://shannonselin.com/2016/02/how-did-napoleon-escape-from-elba/


Fontes e Imagens:

https://widescience.wordpress.com/2015/03/02/por-que-napoleao-provavelmente-deveria-ter-ficado-no-exilio-na-primeira-vez/
https://www.napoleon.org/en/history-of-the-two-empires/articles/a-sympathetic-ear-napoleon-elba-and-the-british-from-history-today-1994-vol-44/
http://shannonselin.com/2016/02/how-did-napoleon-escape-from-elba/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_dos_Cem_Dias
https://pt.wikipedia.org/wiki/Napole%C3%A3o_Bonaparte
https://en.wikipedia.org/wiki/Treaty_of_Fontainebleau_(1814)
http://estoriasdahistoria12.blogspot.com.br/2016/03/20-de-marco-de-1815-napoleao-bonaparte.html
http://edition.cnn.com/2014/05/06/travel/napoleon-elba/
http://www.lefigaro.fr/livres/2014/11/13/03005-20141113ARTFIG00041-napoleon-sa-relation-intime-avec-le-christianisme.php
https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Paris_(1814)
https://en.wikipedia.org/wiki/File:Montfort_-_Adieux_de_Napoleon_a_la_Garde_imperiale.jpg

https://sonofskye.wordpress.com/2014/05/10/marshal-etienne-jacques-macdonald-of-france-1765-1814/

BATALHA DE GUADALCANAL
Em um dia 08/02 como este, em 1943, terminava a Batalha de Guadalcanal da II Guerra Mundial, entre os aliados (EUA e Gran Bretanha) e as forças do Império do Japão.
Quando a batalha começou, em 07/08/1942, o Império Japonês já tinha atingido sua expansão máxima e perdido a Batalha de Midway, na qual sua capacidade de ação militar no Pacífico foram bem reduzida.
A despeito disso, os japoneses enviaram tropas que tomaram as ilhas de Guadalcanal, onde iniciaram a construção de um aeroporto em Lunga Point, Tulagi, onde construíram uma base naval, e a Ilha Flórida, nas Ilhas Salomão.
O local era estratégico, pois uma vez terminado o aeroporto, o Japão poderia lançar ataques de longo alcance, prejudicando as rotas de suprimento e comunicação entre EUA, Austrália e Nova Zelândia.
Assim, com esse objetivo defensivo em mente, e também a ideia de usar as ilhas como bases de contra-ataques contra o domínio japonês na região, os aliados planejaram invadir as ilhas e expulsar os nipônicos.
A invasão aliada foi feita com o uso de soldados recém saídos do treinamento, utilizando equipamento antiquado, rações e munições reduzidas, considerando a prioridade que o Presidente Roosevelt dava à guerra na Europa.
Foram mobilizados 60 mil homens, "...seis cruzadores pesados, dois cruzadores leves, quinze contratorpedeiros, dezessete navios de transporte, seis de carga e cinco limpadores de minas.".
Devido ao mau tempo, entre os dias 06 e 07/08/1942 essa frota conseguiu se aproximar sem ser detectada e o ataque começou com bombardeios navais contra as praias e instalações japonesas espalhadas pelas ilhas.
O comando da frota coube ao "vice-almirante americano Frank Fletcher (que comandava a partir do porta-aviões USS Saratoga)" enquanto o comando das forças anfíbias ficou com o Almirante Richmond K. Turner. As tropas de desembarque, em sua maioria fuzileiros navais, agiam sob comando do Major-General Alexander Vandegrift.
Nas ilhas Tulagi, Gavutu e Tanambogo os invasores encontraram uma dura resistência, mas até 09/08 já haviam terminado a conquista. Em Guadalcanal a resistência foi pequena e já em 08/08 o aeroporto de Lunga Point estava sob posse dos aliados.
O contra-ataque japonês veio pelo ar, através de aviões que partiam da base de Rabaul (Nova Bretanha) e conseguiram danificar dois navios aliados e derrubar vários aviões dos porta-aviões americanos.
Apesar das perdas de aviões aliados serem inferiores às dos japoneses, os comandantes Fletcher e Turner retiraram suas embarcações da área antes de completar o desembarque de suprimentos, deixando os soldados aliados à mercê da força aérea japonesa, situação piorada pelo resultado da Batalha da Ilha Savo, na qual a Marinha Imperial do Japão causou sérios danos à frota de suprimentos aliados.
A despeito disso, da malária e diarréia, os fuzileiros se instalaram em Guadalcanal e começaram a trabalhar para recuperar o campo de pouso, agora chamado de Henderson, que lhes traria uma rota de suprimentos. Os japoneses se retiraram para além do Rio Maranikau.
As tentativas de retomar a ilha feitas pelos japoneses, a exemplo da Batalha do Rio Tenaru e a Batalha nas Ilhas Salomão Orientais, fracassaram, o que não impediu nenhum dos lados de seguir reforçando suas tropas com homens e material pois se os aliados dominavam os mares e ares durante o dia, utilizando o Campo Henderson, os japoneses dominavam à noite com o "Expresso de Tóquio", transportes navais que chegavam à ilha e voltavam na mesma noite.
Esse fortalecimento levou os japoneses, sob comando do General Kawaguchi, a planejar uma ofensiva dividida em três grupos no que ficou conhecida como Batalha de Edson´s Ridge. Porém, informados da movimentação japonesa, os aliados repeliram todos os ataques e ainda tomaram o quartel general japonês, roubando suprimentos e destruindo todo o equipamento que não poderia ser transportado. Com essa derrota o Japão se viu obrigado a interromper sua expansão para apoiar a retomada de Guadalcanal.

A partir dai uma série de pequenos combates em terra, mar e ar foram reduzindo a capacidade japonesa de impedir ou dificultar muito a chegada de reforços e suprimentos aos aliados. Em 12/12 os japoneses decidiram abandonar Guadalcanal e concentrar esforços em outras áreas.
A evacuação começou no início de fevereiro e foi completada dia 08/02. No dia 09/02/1943 os aliados tinham a posse total de Guadalcanal. Ao todo, os aliados tiveram até 60 mil homens na ilha, 7100 mortos, 7789 feridos, 4 capturados, além da perda de 29 navios e 615 aviões.
Os japoneses, que chegaram a ter 36.200 homens na ilha, perderam 31 mil deles mortos e 1000 capturados, além da perda de 38 navios e de 638 a 880 aviões abatidos.
A perda de Guadalcanal foi catastrófica para o esforço de guerra do Império do Japão e significou a virada do jogo para os aliados que instalaram importantes campos de pouso e portos a partir dos quais partiram a maioria das operações que expulsaram os japoneses de seus territórios conquistados no Pacífico.
Fontes e Imagens:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Guadalcanal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhas_Salom%C3%A3o

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lunga_Point

GRANDE COMÍCIO DAS DIRETAS JÁ
Em um dia 25/01, no ano de 1984, dia do Aniversário de 430 anos de fundação da cidade de São Paulo, uma multidão estimada entre 200 a 300 mil pessoas se reuniu na Praça da Sé para exigir o direito de eleger, pelo voto direto, o Presidente do Brasil.
A ideia de um movimento pedindo eleições presidenciais diretas fora lançada em 1983 por Teotônio Vilela, Senador por Alagoas, e se materializou através da Proposta de Emenda Constitucional nº 5, apresentada no Congresso Nacional pelo Deputado Federal do Mato Grosso, Dante de Oliveira.
A mobilização começou em Pernambuco, a 31/03/1983, com um pequeno comício em Abreu e Lima, mas foi crescendo e se espalhando pelo país, apesar da forte oposição governamental e midiática.
Em 15/06 o movimento reuniu 5000 pessoas em Goiânia, 15000 em São Paulo no dia 27/11 e chegou a 40000 pessoas em Curitiba a 12/01/1984.
Os principais fatores que levaram ao crescimento do movimento foram, de um lado, o enfraquecimento da ditadura por conta, basicamente, de seu fracasso econômico e, por outro, da ascensão de lideranças democráticas fortes como Lula, à frente do poderoso Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Franco Montoro - governador de São Paulo, Leonel Brizola – governador do Rio de Janeiro, Tancredo Neves – governador de Minas Gerais e muitos outros ocupantes ou não de cargos públicos relevantes.

Mas foi somente no comício da Praça da Sé naquele 25/01 que as massas realmente afluíram para o movimento e surpreenderam até mesmo os organizadores pela quantidade.
Contando com a apresentação de Osmar Santos, o grande nome das transmissões esportivas do momento, e a participação de muitos artistas famosos e até de jogadores do Corinthians, time no qual o jogador Sócrates e outros haviam implantado a chamada Democracia Corinthiana, o evento foi um retumbante sucesso.

A cantora Fafá de Belém, que já se tornara a musa das diretas por sua peculiar interpretação do Hino Nacional, também se fez presente.
Entre a fala dos políticos e personalidades entremeava-se o grito da multidão: Um, dois, três, quatro, cinco, mil! Queremos eleger o Presidente do Brasil!!!”
Desdenhado pelo Porta-Voz da Presidência, Carlos Átila, que classificou a manifestação como pouco expressiva, o comício foi noticiado pela Rede Globo como se fosse parte da festa pelo aniversário da cidade.
No anúncio da cobertura, a fala do apresentador Marcos Hummel dizia que fora "Um dia de festa em São Paulo. A cidade comemorou seus 430 anos com mais de 500 solenidades. A maior foi um comício na praça da Sé".(1)
Na reportagem, realizada por Ernesto Paglia, surgiram imagens da missa na Catedral da Sé, entrevista com D. Paulo Evaristo Arns, o aniversário de 50 anos da USP, manifestação dos estudantes e, só então, o comício, mostrado como se não fosse apenas um ato político, mas de show, por conta da presença dos artistas participantes do ato.
Este foi um dos momentos mais tristes da história do telejornalismo brasileiro e hoje, quando o país vive sob um governo que não possui o menor respaldo popular, que vem destruindo sistematicamente as poucas conquistas sociais do povo, mais uma vez a Rede Globo se coloca contra o direito deste mesmo povo de escolher o Presidente do Brasil de forma direta, conforme editorial que se pode ler aqui.
Rede Globo... a saúva do Brasil?
(1) http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/globo-admite-pela-primeira-vez-na-televisao-que-errou-nas-diretas-ja-7512
Fontes e Imagens:
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/01/comicio-da-se-em-1984-deu-a-largada-para-a-campanha-das-diretas-que-nao-viriam-2346.html
http://noticias.band.uol.com.br/brasil/noticia/100000658750/Diretas-Ja-comicio-na-praca-da-Se-foi-emocionante.html
http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/acontece-o-comicio-das-diretas-ja-na-praca-da-se/
http://veja.abril.com.br/brasil/ha-30-anos-em-sao-paulo-o-1o-grande-comicio-das-diretas-ja/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diretas_J%C3%A1
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Os-30-anos-do-comicio-que-a-Globo-transformou-em-festa-/4/30084
http://memoriaglobo.globo.com/erros/diretas-ja.htm
http://msalx.placar.abril.com.br/2013/04/15/1136/hrWu2/faixa-irmo-celso.jpeg?1366042842
http://noticias.r7.com/brasil/fotos/inicio-da-onda-de-manifestacoes-das-diretas-ja-completa-30-anos-hoje-25012014?foto=17
http://www.blogdosarafa.com.br/?p=19913
http://www.seebbauru.org.br/conteudo.php?cid=7&id=6305
http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/93/reflexoes-sobre-um-golpe-em-nossa-historia-1268.html

http://www.sul21.com.br/jornal/comicio-da-se-em-1984-foi-largada-da-campanha-das-diretas-que-nao-viriam/
https://portal4.wordpress.com/2015/04/22/globo-assume-erro-na-cobertura-das-diretas-ja-em-1984/
http://globotv.globo.com/rede-globo/memoria-globo/v/diretas-ja-19831984/2231981/


http://oglobo.globo.com/opiniao/nao-ha-alternativa-fora-da-constituicao-20635041

COROAÇÃO DE ELIZABETH I DA INGLATERRA
Em um dia 15/01 como hoje, em 1559, Elizabeth Tudor era coroada Rainha da Inglaterra e Irlanda na Abadia de Westminster, após a morte de Maria I, sua meia irmã.
Filha de Henrique VIII e Ana Bolena, Elizabeth nasceu na linha de sucessão ao trono inglês, mas lá permaneceu apenas por dois anos e meio, até a execução de Ana Bolena a mando do rei, quando foi declarada filha ilegítima.
Henrique VIII e Ana Bolena
Quando Henrique VIII morreu, em 1547, foi sucedido por seu filho com Joana Seymour, Eduardo VI que governou por apenas seis anos e, por sua vez, nomeou sua prima Joana Grey como sucessora, ignorando as reivindicações de Maria e Elizabeth.
Mas o reinado de Joana foi curto, durando apenas nove dias. Quando o Conselho Privado Real retirou-lhe o apoio, transferindo-o para Maria, Joana foi presa e condenada à morte, sendo executada no ano seguinte.
Maria, filha de Henrique VIII e Catarina de Aragão, sucedeu Joana e governou por cinco anos sem, contudo, gerar um herdeiro, o que recolocou Elizabeth na linha de sucessão ao trono.
Maria e Elizabeth
Como Maria era católica e Elizabeth era protestante, a religião foi foco de atritos entre ambas, fazendo-as o ponto de apoio para os quais convergiam os mais diversos interesses partidarizados.
Maria quase condenou a meia irmã à morte após a Rebelião de Wyatt em 1554, mas Elizabeth se defendeu muito bem e foi inocentada pelos rebeldes, de modo que apenas foi posta em prisão domiciliar até a morte da rainha, o que ocorreu em 17/11/1558.
Residência onde Elizabeth cumpriu prisão domiciliar.
Elizabeth, que tinha 25 anos quando se tornou rainha e já gozava de grande popularidade entre o povo, comprometeu-se em fazer um governo apoiado em “...bons conselhos e consultas.
No campo mais explosivo, o religioso, Elizabeth se manteve protestante, mas adotou vários símbolos católicos, cultivou a imagem de virgem, afastou-se dos radicais puritanos e revogou as leis que permitiam a perseguição religiosa.
Abadia de Westminster
Como uma das maiores representantes do absolutismo inglês, a Rainha Virgem reinou por 44 anos e durante seu governo a Inglaterra se tornou uma potência marítima e cultural, sobretudo pela estabilidade proporcionada.

Fontes e Imagens:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Isabel_I_de_Inglaterra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_VIII_de_Inglaterra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_VI_de_Inglaterra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Joana_Grey
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_I_de_Inglaterra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Wyatt_(filho)
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Westminster_Abbey_(6761119615).jpg

A CABANAGEM (PARÁ 1835-1840)
Em um dia como hoje, no ano de 1835, começava a Cabanagem, uma das revoltas do período regencial. A regência era o governo provisório, instalado até que o Imperador D. Pedro II, então com nove anos, atingisse a maioridade e pudesse assumir o trono.
A população pobre do Pará, composta majoritariamente por índios, mestiços e ex-escravos, vivia em cabanas de taipa, individuais ou coletivas, nas margens dos rios, principalmente nos arredores de Belém.
Os poucos que conseguiam trabalho remunerado só eram menos explorados que os escravos e a maioria mal tinha o que vestir, usavam farrapos e se mantinham com uma agricultura de subsistência, criações, caça e pesca.
A situação de penúria levou essas pessoas à revolta e, no início, eles contaram com o apoio dos senhores rurais contra o governo da província nomeado pela regência, pois eles queriam que o cargo fosse ocupado por um deles e não por alguém vindo de fora.


Quando os pobres começaram a exigir mudanças que eram contra os interesses da elite, os senhores logo retiraram o apoio e a situação mudou.
Contando com cerca de três mil homens armados, a maioria com foices e facões, os revoltosos conseguiram tomar Belém em Agosto de 1835 e esta foi a única ocasião em que o povo chegou a tomar o poder através de uma revolta.
Contudo, sem um plano de governo, sem receber qualquer ajuda externa, sofrendo a oposição da aristocracia rural e com uma miséria enorme para resolver, o governo popular não durou muito.
Quando as tropas do império chegaram a Belém não demoraram para massacrar impiedosamente os rebeldes e esse morticínio teria atingido a astronômica cifra de quase 50% da população revoltada.
A Cabanagem foi mais uma mancha sangrenta na História do Brasil, onde toda tentativa de redução das desigualdades sociais, armada e rebelde ou pacífica e democrática, é imediatamente combatida com toda força pela elite dominante.
O Brasil jamais aprende as lições da própria História...

9 comentários:

  1. Esse blog / revista beira ao ridículo.

    Você(s) expõem temáticas sem nenhuma contextualização, referenciação adequada (Wikipedia, meu deus!), faz panfletagem política e não um dialogo entre História, Política e Economia Política.

    A sua revista possui ISSN com a editoração feita por pessoas de sua família.

    Meu caro, li coisas em seu blog que parece que foi feito por alunos de primeiro período de História. Use essa energia que direciona a essa produção "científica" para algo realmente sério.

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    1. As críticas construtivas são sempre bem vindas. Mas o que vc faz não é crítica construtiva. É depreciação e desrespeito. Assim sendo, buscando não descer ao seu nível abissal, respondo: É meu site, meu blog, minha revista, quem paga para manter sou eu. Assim sendo, não sou obrigado a fazer qualquer diálogo, muito menos para atender àquilo que vc acha que deve ser feito. É por conta de pessoas como vc que a produção historiográfica não tem a liberdade que deveria. As pessoas que publicam na minha revista têm total liberdade para escrever sobre o que quiserem, atendidas as normas básicas. Alguns textos podem parecer feitos por alunos porque alguns são mesmo, ou eram, alunos. E aqui eles não são desprezados. Entretanto, que isso não seja incômodo à sua arrogância e prepotência anônimas. Sugerimos que não leia. Que nem acesse. Nós, certamente, não precisamos de sua audiência. Passar bem e abstenha-se, por favor, de voltar a comentar. Poupe-nos de sua presença desagradável.

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    2. Caro anônimo,
      PRimeiramente gostaria que você lesse esse artigo, escrito pela professora, com pós doutorado, Juliana Marques da UNIRIO:

      http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/wikipedia-levada-a-serio/

      http://www.biblioteca.unirio.br/news/curso-de-extensao-a-edicao-na-wikipedia-como-forma-de-redacao-pesquisa-e-difusao-do-conecimento

      Após essa leitura, acho que se esclarecerá muitas coisas....
      Depois gostaria de ponderar com você, caro Anônimo, que, em geral quando se quer aprofundar em um assunto, depois de ler um artigo ou publicação, se busca mais literatura sobre o assunto e, se lê até autores que não têm a mesma linha historiográfica.

      Teria muitas outras observações para fazer, contudo, acho que não devo me alongar mais.


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    3. Agradeço imensamente Karen Duarte!

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. Olá caro Anônimo, pelo que vimos em seu ofensivo comentário, você não compreendeu o objetivo do blog desenvolvido pelo nosso colega historiador Marcello Eduardo. Este trabalho busca levar informações históricas para um público menos erudito, mas que busca conhecimento acessível além de livros, periódicos e revistas de cunho científico. Queremos que todos tenha acesso ao conhecimento e buscamos aqui tornar-lo simples e menos cansativo. Queremos aguçar a curiosidade dos que leem para que possam sair deste local e buscar mais conhecimento além daqui. Não esgotamos nenhuma temática, para que o leitor tenha vontade de se aprofundar sozinho. O objetivo de um historiador não é esgotar totalmente um tema, mas abrir caminho para que outros possam seguir seus passos e criar suas próprias teorias. E um conselho para você, da próxima vez em que for formular um comentário, busque apontar formas de melhoria do trabalho alheio, complementando as ideias dos colegas, e tenha pelo menos a coragem de se identificar!
      Ainda assim, agradecemos por seu comentário!

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    6. Prezado Anônimo.

      Não entendo os motivos desse tipo de crítica à trabalhos como o que tem nesse site! Lamentável termo pessoas que parecem viver para agredir àqueles que tentam mudar o panorama da nosso internet! Percebi que você nem mesmo conhece todo o material do colega. Se você ao menos se desse ao trabalho de visitar mais seções, veria que há aqui, além de termos acesso a conteúdos historiográficos provenientes de outros sites de forma organizada, há também trabalhos inéditos e originais, produzidos pelo próprio historiador Marcello Eduardo, nos moldes científicos. Sendo eu historiador e pós graduado na área, uso o site como ferramenta de consulta e de acréscimo aos meus conhecimentos adquiridos na Universidade. E creia, tem sido muito importante para mim.
      Vejo também que infelizmente você é apenas mais um desses indivíduos que sentem prazer em fazer críticas que nada ajudam ou acrescentam ao trabalho de pessoas sérias e comprometidas com a disseminação do conhecimento histórico na rede, como o caso do caríssimo colega Marcello Eduardo.
      Não acha que apontar algumas melhoras e dar sugestões para engrandecer o trabalho do colega não seriam suficientes e até mais gentil?
      Infelizmente hoje temos a internet povoada de pessoas que gostam de espalhar o ódio, e vejo que você é um desses! Por outro lado, felizmente temos pessoas como o colega Marcello que se esforçam para desenvolver trabalhos como esse site, comprometidos com a divulgação do conhecimento - nesse caso o histórico. E melhor ainda, faz esse trabalho com dedicação e compromisso, o que resulta em informações de qualidade.
      Por fim, a sugestão que dou à sua pessoa - que nem mesmo tem a capacidade de fazer esse tipo de crítica de forma nomeada, é que permaneça buscando conhecimento na internet, porém que, ao ver algo que acredite poder ser melhorado, que o faça em forma de sugestão. Ou, sendo talvez você um erudito, se esforce tendo a dedicação semelhante a do colega Marcello, e desenvolva um site ou blog para povoar a internet com conhecimento, e não com ódio - como tem feito no momento.

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  2. Mr Anônimo, seus comentários beiram o ridículo. O presente não é feito somente do que ocorreu anteontem. A mão da pré-história, por exemplo, cai ainda pesada em nossos ombros. Ainda somos motivados pelo tilintar das moedas, o sorriso das mulheres e o aplauso dos homens. Quanto a referências, soa até engraçado vir de alguém que escreve como "Anônimo" tal exigência. A Wikipédia pode ser um bom "primeiro passo" em algum assunto e, desde que o leitor dela não se contente com sua superficialidade e ouse mergulhos mais fundos, há referências externas respeitáveis na imensa maioria de seus verbetes. Acusas de falta de contextualização e de parcialismo (panfletagem). Reconheço que manter bom senso, é andar em corda bomba e gasta-se energia com isto. Buda dizia que é como andar sobre fio de Lâmina. Mas prof Marcello faz isto, o senhor não faz. Somente cego não vê a multidisciplinaridade dos textos na Revista Reino de Clio. Por exemplo eu sou médico. Isto inviabiliza escrever sobre história? E se minha formação oferecer um viés que está faltando? Muitos historiadores apontam para peste negra como causa do recuo do mais poderoso reino mongol pos -Gengis Khan. O ISSN foi obtido dentro da lei vigente? Dura lex, sede lex. Se consideras que houve brecha para nepotismo, redirecione sua energia: escreva ao legislativo. Finalmente quanto a produção de "alunos de primeiro período". Geroge Santayanna dizia que o ofício do historiador é: lembrar aos outros o que todos querem esquecer. Enquanto houver acadêmicos (presumo errado, que o mister é um deles? Lamento, isto é preço do anonimato) que não pensem na função sagrada da extensão universitária , de devolver a sociedade algum beneficio ( de preferencia a geração ou organização do verdadeiro conhecimento), os nefelibatas não podem reclamar de indivíduos que tentam fazer a função deles. Assumam as rédeas de sua missão e não fiquem nos seus mundinhos fechados de congresso para só especialistas, disputas de patrocínio, desculpas para fugirem da obrigatoriedade de dar aulas para graduação e desprezo pela partilha de poder (que fundamentalmente é o que é a informação verdadeira). Klaus Provenzano ( klausprovenzano@hotmail.com)

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  3. Toda crítica por mais pesada e ácida que possa parecer no primeiro instante, espera-se que se torne o estopim para que algo melhor aflore em seguida.Porém, para se interiorizar no executor da obra, acarretando assim a alavancagem necessária para que se alcance a desejada "contextualização, referenciação adequada e um dialogo entre História, Política e Economia Política" que se diz esperar, essa crítica só pode partir de alguém que a assuma, pois caso assim não ocorra, o que vimos aqui é tão somente um exercício de inveja e nesse caso só diz respeito ao crítico e não ao criticado.

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