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sexta-feira, 31 de março de 2017

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quinta-feira, 30 de março de 2017

PAPA JOÃO PAULO II

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terça-feira, 28 de março de 2017

JOÃO PAULO II - DE PEÃO A PAPA

JOÃO PAULO II
DE PEÃO A PAPA
Em um dia 02/04 como este, em 2005, terminava a vida e o pontificado de João Paulo II, o 264º Papa, segundo a cronologia da Igreja Católica Apostólica Romana.
João Paulo II nasceu Karol Józef Wojtyła em Wadowice, Polônia, a 18/05/1920, filho do suboficial do Exército Polonês, Karol Wojtyła e Emilia Kaczorowska.
O futuro Papa teve uma irmã, Olga – falecida antes de Karol nascer, e um irmão, Edmund, que era médico e faleceu antes de Karol completar 20 anos. Em 1929 Emília também faleceu, deixando Karol orfão.
Em 1938 Karol pai e Karol filho se mudaram para a cidade de Cracóvia, onde o jovem foi matriculado na Universidade Jaguelônica dedicando-se a estudar Filologia e Línguas, foi voluntário na Biblioteca, atuou no teatro e foi obrigado a se alistar na Legião Acadêmica, onde teria se recusado a atirar.
Em 1939, com a invasão alemã, a Universidade Jaguelônica foi fechada e todos os alunos obrigados a trabalhar. A opção seria a deportação para a Alemanha. Karol desempenhou as funções de mensageiro, mineiro e na Indústria Química Solvay.
Em 1941, após a morte de seu pai, Karol ficou sozinho no mundo, já que toda sua família havia falecido. Isso levou o rapaz a procurar o Arcebispo Adam Stefan Sapieha que o colocou no seminário clandestino.
Em 01/11/1946 Karol foi ordenado sacerdote, não sem antes ter sido atropelado e socorrido pelo Exército Alemão e escapado do Domingo Negro, quando tropas nazistas prenderam milhares de poloneses para evitar um levante igual ao de Varsóvia.
Karol, então, foi para Roma estudar Teologia na Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino onde chegou a fazer Doutorado com a tese A Doutrina da Fé segundo São João da Cruz.
Em 1948 retornou à Polônia, para assumir a Paróquia de Niegowić. Ali ele, inspirado no gesto do santo francês Jean Marie Baptiste Vianney, ajoelhou-se e beijou o chão pela primeira vez.
Em 1949 foi transferido para Cracóvia e passou a lecionar Ética na  Universidade Jaguelônica e, depois, na Universidade Católica de Lublin. Em 1954 fez o segundo doutorado, em Filosofia, mas só colou grau em 1957 por conta da interferência dos soviéticos.
Publicou diversos textos religiosos sob seu próprio nome e textos não religiosos sob os pseudônimos de Andrzej Jawień e Stanisław Andrzej Gruda.
Em 04/07/1958 foi elevado a Bispo Auxiliar de Cracóvia pelo Papa Pio XII. Em 1962 participou ativamente do Concílio Vaticano II. Em 13/01/1964 foi elevado a Arcebispo da Cracóvia pelo Papa Paulo VI.
Seguindo sua carreira religiosa, em 26/06/1967, pelas mãos do mesmo Papa Paulo VI, Karol foi nomeado para o Colégio de Cardeais.
Em 06/08/1978 o Papa Paulo VI morreu e o Conclave posterior elegeu o italiano Albino Luciani, que adotou o nome de João Paulo I, mas que faleceu apenas 33 dias depois, obrigando a convocação de um novo Conclave.
Paulo VI e João Paulo I.
Nesta nova eleição papal, concorriam dois Preferiti, ou preferidos. Um deles era o conservador Cardeal Giuseppe Siri, de Gênova, e o liberal Cardeal Giovanni Benelli.
Giuseppe Siri e Giovanni Benelli.
Como ambos sofriam feroz oposição, abriu-se espaço para uma terceira via, que foi Karol Józef Wojtyła, eleito com 99 dos 111 votos do Conclave, dados na  oitava votação do segundo dia.
Adotando o nome de João Paulo II, Karol foi o Papa mais jovem desde 1846 e o primeiro não italiano em 455 anos. 
Começava ali um pontificado que percorreu mais de cem países, combateu o comunismo e tornou a figura do Papa, antes pouco conhecida fora dos muros do Vaticano, uma celebridade mundial, ao mesmo tempo conservadora e aberta aos novos tempos da comunicação mais direta com o rebanho através da televisão.


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Fontes e Imagens:
http://w2.vatican.va/content/vatican/pt/holy-father/giovanni-paolo-ii.html
http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt.html
http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/trajetoria-de-joao-paulo-ii/
http://ilsismografo.blogspot.com.br/2015_01_03_archive.html
http://www.snpcultura.org/nelson_mandela_joao_paulo_ii_bento_xvi.html
http://acervo.oglobo.globo.com/fotogalerias/as-visitas-de-joao-paulo-ii-ao-brasil-10201517
http://o-diariodedeus.blogspot.com.br/2017/02/joao-paulo-ii-virtudes-de-um-papa-santo.html
http://tatanews.blog.br/veja-a-trajetoria-de-dona-marisa/
http://minutoprofetico.blogspot.com.br/2008/04/histrico-dos-encontros-de-papas-e.html
http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/papa-clama-por-liberdade-em-cuba-8h2knyofn4hzufc3lhfiqdvm6
http://santosesantasdedeus.blogspot.com.br/2012/10/a-vida-de-karol-wojtyla-beato-joao.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Jo%C3%A3o_Paulo_II
https://pt.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Siri
https://pt.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Benelli
https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Jo%C3%A3o_Paulo_I
https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Paulo_VI
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Maria_Batista_Vianney
http://www.post-gazette.com/news/world/2014/04/24/Pope-leaves-legacy-as-sex-educator/stories/201404240193
https://www.scross.co.za/2014/04/two-saintly-popes/

https://cvcomment.org/2014/04/27/john-paul-ii-a-giant-among-popes/ 

MARÇO NA HISTÓRIA


A MORTE DE CÉSAR POR SUETÔNIO
Em um dia como este 15/03, no ano 44 a.C., Júlio César era morto no Senado de Roma pelos golpes traiçoeiros de seus inimigos.
O Reino de Clio presta homenagem a um dos maiores políticos e generais da História trazendo o relato de Suetônio sobre a morte do ditador romano.1
A escrita, em antigo português de Portugal, foi mantida. Vamos a Suetônio:
Mais de 60 cidadãos conspiraram contra elle; tinham à frente C. Cassio, Marco e Decimo Bruto. Vacillaram ao principio sobre a forma de se desfazerem do oppressor; se, na assembleia de Campo de Marte, no momento em que chamasse as tribus aos suffragios, uma parte d'entre os conjurados o deitaria por terra, e outra o massacraria então; ou se o atacariam na rua Sagrada ou á entrada do theatro.
Mas quando a assembleia do senado fosse indicada para os idos de março na sala construída por Pompeu, elles concordariam todos a não procurar momento nem logar mais favoráveis.
Prodígios tocantes annunciaram a César o seu fim próximo.
Alguns mezes antes, colonos a quem elle dera terras na Campania, querendo ali edificar casas, escavaram antigos túmulos com tanta mais curiosidade, que de tempos em tempos encontraram monumentos antigos ; acharam n'um sitio, onde se dizia que Capys, o fundador de Capua, estava sepultado, uma mesa de bronze com uma inscrípção em grego cujo sentido era que, quando se descobrissem as cinzas de Capys, um descendente de Júlio seria morto pela mão dos seus parentes, e seria vingado pelas desgraças da Itália.
Não se pôde encarar este facto como fabuloso ou inventado ; é Cornelio Balbo, amigo intimo de César, que o conta.
Pelo mesmo tempo soube-se que os cavallos que César tinha consagrado no dia da passagem do Rubincon, e que deixara pastando em liberdade, se abstinham de todo o alimento e choravam abundantemente. O adivinho Spurinna o avisou, num sacrifício, que estava ameaçado d'um perigo, ao qual se exporia antes dos idos de março.
Na véspera d'estes mesmos idos, pássaros de differentes espécies, voaram d'um bosque visinho e fizeram em pedaços uma carriça que se havia empoleirado em cima da sala do senado com um ramo de louro no bico. Na própria madrugada do dia em que foi assassinado, pareceu-lhe durante o somno, que voava acima das nuvens, e que tocava na mão de Júpiter.
Sua mulher Calpurnia sonhou que o alto da casa caía e seu marido fora ferido com successivos golpes nos braços. As portas da sua camara abriram-se por si mesmo.
Área do Teatro Argentina em Roma, onde ficava o Forum de Pompeu, no qual César foi assassinado.
Todas estas razões e a sua saúde, que sentia já muito enfraquecida, o fizeram hesitar, se deveria ficar em casa e addiar o que resolvera fazer n'esse dia no senado ; mas Decimo Bruto o aconselhou a não faltar ao senado, cujos membros o esperavam em grande numero e desde muito tempo.
Saiu pela quinta hora do dia. Apresentaram-lhe uma memoria que continha um detalhe da conjuração, que elle misturou com outras que tinha na mão esquerda, como se a reservasse para a ler n'outra occasião.
Imolaram-se varias victimas, sem que uma só desse presagios felizes, e arrostando esses terrores religiosos, entrou no senado, zombando de Spurinna: «Afinal, os idos de março chegaram, vindos sem accidente, dizia elle», a que respondeu o adivinho : «os idos não passaram ainda
Quando tomou o seu logar, os conjurados o cercaram como para lhe fazerem a corte, e immediatamente Tullio Cimber, que se encarregara de dar começo á tragedia, aproximou-se como para lhe pedir uma mercê. Tendo-lhe César feito signal para deixar para outra occasião o pedido, Cimber o agarrou pelo alto da túnica. «É uma violência!» exclamou César.
Então, um dos dois Casca o feriu com um punhal um pouco abaixo do collo, César agarrou-lhe no braço, e lhe enterrou um punção que tinha na mão. Quer arremete-lo, mas uma segunda punhalada o detém ; vê de todos os lados o ferro levantado sobre elle; então cobre a cabeça com a sua veste e com a mão esquerda abaixa a túnica para cair mais decentemente.
Deram-lhe vinte e três golpes. No primeiro soltou um gemido sem proferir palavra alguma. Outros, comtudo, contam, que César disse a Bruto que avançava para o ferir: «E tu também, meu filho!» Ficou algum tempo estendido no chão.
Todos haviam fugido. Por fim, três escravos o levaram para casa n'uma liteira, d'onde lhe pendia um dos braços.
De tantas feridas, a única que o seu medico Antiscio achou mortal, foi a segunda que recebera no peito.
Os conjurados tinham resolvido arrastar o cadáver para o Tibre, de declarar os seus bens confiscados e todos os seus actos nullos, mas o receio que tiveram do cônsul António e de Lépido, general de cavallaria, os deteve.
Depois, a pedido de Lúcio Pisão, seu sogro, abriu-se o testamento, que foi lido na casa de António. César havia-o feito no mez de setembro anterior, numa casa de campo, chamada Lavicanum, e confiara-o á primeira das vestaes.
O salão do Senado ficaria ao fundo da imagem, em parte já coberta pela rua, abaixo do prédio rosado.
Q. Tuberon conta que, desde o seu primeiro consulado até ao começo da guerra civil, costumava ter mencionado no testamento C. Pompeu para seu herdeiro, e que tinha até lido esta clausula n'uma arenga que fizera aos soldados.
Mas pelas suas ultimas disposições nomeava três herdeiros, os seus segundos sobrinhos : C. Octávio com três quartos da herança ; Lúcio Pinario e Quinto Pedio tinham a ultimo quarto.
No fim do testamento adoptava Octávio e lhe dava o seu nome. Declarava vários dos seus assassinos tutores de seus filhos, se os houvesse. Collocou Decimo Bruto na segunda classe dos seus legatários, deixava ao povo romano os seus jardins sobre o Tibre e 300 sesterceos por cabeça.
No dia marcado para as exéquias, levantou-se uma fogueira no Campo de Marte, ao pé do tumulo de Júlia, e uma capella dourada defronte da tribuna dos oradores, pelo modelo do templo de Vénus Mãe; ali se collocou um leito de marfim, coberto d'um estofo de ouro e de púrpura sobrepujado d'um tropheo d'armas e da mesma túnica, que vestia quando fora assassinado.
Como se não acreditava que o dia fosse bastante para a multidão daquelles que traziam offertas para a fogueira, se se observasse a marcha fúnebre, declarou -se que, cada pessoa iria sem ordem e pelo caminho que conviesse, levar as suas dadivas ao Campo de Marte.
Nos jogos funerários, cantaram-se vários trechos compostos para excitar a piedade e a indignação, como o monologo de Ajax na peça de Pacuvio, que tem por titulo : As armas de Achilles: Foi o seu salvador para ser sua victima, etc, e o de Electra d'Accio, mais ou menos similhante.
Em logar de oração fúnebre, o cônsul António mandou ler por um arauto o ultimo senatus-consulto que lhe concedia todas as honras divinas e humanas, e o juramento pelo qual todos se obrigavam a defende-lo com risco da própria vida. Accrescentou muito poucas palavras esta leitura.
Magistrados em funcções ou tendo deixado o cargo, conduziram o leito de estado para a praça publica. Uns queriam queima-lo no santuário de Júpiter, outros no senado.
De repente dois homens armados de espadas e trazendo dois chuços, deitaram fogo ao leito com tochas, e logo cada um se apressou a deitar-lhe madeira secca, bancos, cadeiras de juizes, e tudo que se encontrasse á mão.
Dois tocadores de flauta e histriões deitaram os fatos triumphantes de que estavam revestidos para a cerimonia; os veteranos legionários, as armas com que se haviam enfeitado para as exéquias do seu general; as mulheres os seus adornos e os de seus filhos.
Os estrangeiros tomaram parte neste luto publico ; deram uma volta em torno da fogueira, patenteando o seu desgosto cada um ao uso do seu paiz. Os próprios judeus velaram algumas noites ao pé das cinzas.
Logo depois das exéquias, o povo correu com fachos ás casas de Bruto e de Cassio, e só com muito custo foi repellido.
Encontrou um certo Helvio Cinna, que tomaram pelo tribuno Cornelio Cinna, que. na véspera havia arengado violentamente contra César ; foi massacrado e trouxeram-lhe a cabeça espetada no cabo d'uma lança.
Depois, erigiram na praça publica uma columna de mármore de Africa, de vinte pés de altura, com a inscripção:
AO PAE DA PÁTRIA
Durante muito tempo o povo ia ali offerecer sacrifícios, formar votos e terminar certas desavenças jurando pelo nome de César.
[…]
Durante os jogos que o seu herdeiro Augusto celebrou para sua apotheose, um cometa cabelludo brilhou durante sete dias; apparecia pela undécima hora do dia, e dizia-se ser a alma de César recebida nos céus...
É assim que Suetônio narra a morte do homem que, a despeito de sua trajetória sangrenta, salvou Roma de si mesma e concedeu a seus inimigos uma piedade e buscou uma harmonia que poucos antes e depois dele praticaram. O pagamento por isso foi a traição e a morte.
Contudo, a diferença é que, enquanto César vive no panteão dos grandes líderes políticos e militares, dentre os quais é um primus inter pares, seus assassinos vivem na infâmia da História e ali permanecerão para sempre, pois é lá, MT, o lugar dos traidores.


AVE CÉSAR!

1 Obra Roma Galante – Crônica escandalosa da corte dos doze Césares, tradução de Guilherme Rodrigues, publicado pela João Romano Torres & Cia, de Lisboa, pgs. 34 - 38

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Imagens:
http://seuhistory.com/hoje-na-historia/assassinado-julio-cesar-de-roma
http://www.keywordsking.com/YW50b255IGZ1bmVyYWwgb3JhdGlvbg/
http://fadomduck2.blogspot.com.br/2015_08_01_archive.html
http://m.megacurioso.com.br/saude-e-beleza/69925-novo-diagnostico-aponta-que-julio-cesar-nao-sofria-de-epilepsia.htm
http://www.biography.com/people/julius-caesar-9192504

https://omundonumamochila.com.br/category/italia/
http://www.heritage-history.com/index.php?c=academy&s=char-dir&f=antony
http://www.eonimages.com/media/8d0fc9ec-3a63-11e0-983b-37ad3c946b85-mark-antony-delivers-funeral-oration-for-julius-caesar
http://superrara.deviantart.com/art/Calpurnia-s-Dream-83704225

https://br.pinterest.com/explore/battle-of-carrhae/

KATYN: UM MASSACRE - MUITAS HISTÓRIAS
O turista que pegar seu carro, em uma ensolarada tarde da primavera russa, saindo de Smolensk em direção à pequena cidade de Katyn, pela excelente estrada P 120 verá, cerca de 20km após Smolensk, à esquerda, duas simpáticas igrejinhas em estilo ortodoxo.


Se resolver parar no estacionamento, poderá contemplar uma placa, em russo e inglês, com os dizeres: Memorial de Katyn. A bucólica beleza do local esconde uma das muitas terríveis histórias da II Guerra Mundial.


Em 05/03/1940 a Polônia estava dividida entre o III Reich e a URSS. Na parte leste do ex-país, atuava a polícia secreta soviética, denominada Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), chefiada por Lavrentiy Beria.
Neste dia o Sr. Beria, que na foto abaixo aparece perto do chefe, ao fundo, com a filha deste no colo, pediu e Stalin autorizou (com apoio de outros 3 membros do Politburo: Vyacheslav Molotov, Kliment Voroshilov e Anastas Mikoyan), a execução de mais de 20 mil prisioneiros poloneses, a nata militar do país, policiais e intelectuais.
Entre os meses de abril e maio daquele ano a ordem foi cumprida e os corpos enterrados justamente no bucólico local, hoje marcado pelo memorial.
A uma média de 250 por noite, os prisioneiros foram executados com tiros na cabeça em salas acusticamente isoladas. Os corpos eram colocados em caminhões que os transportavam para a floresta.
Em 1943, quando a Alemanha já invadira a URSS, as covas foram descobertas e uma grande operação de propaganda nazista foi montada, inclusive com peritos de vários países e prisioneiros de guerra como testemunhas, para denunciar o crime dos soviéticos.
Nas imagens abaixo os prisioneiros poloneses, as covas coletivas onde foram enterrados, a exumação promovida pelos alemães e os prisioneiros de guerra que foram trazidos pela Wehrmacht como testemunhas do crime soviético.


Quando a URSS retomou o território, conduziu investigações fraudulentas nas quais as conclusões culpavam os alemães.
Várias investigações foram feitas e sabe-se que Churchill e Roosevelt sabiam que os soviéticos eram os culpados. Porém, no contexto da guerra, preferiram não culpar o aliado Stalin, em detrimento da história verdadeira dos inimigos alemães. Os resultados que culpavam os soviéticos foram ignorados ou censurados. A “operação abafa” durou, surpreendentemente, até os anos 70, em plena Guerra Fria.
Apenas em 1989 a verdade veio à tona e em 1990 o massacre foi admitido por Mikhail Gorbachev.
Nas imagens abaixo pode-se ver detalhes do memorial. Sob as árvores, placas de metal sinalizam a localização das covas coletivas das quais os corpos foram retirados. Ao final, a solicitação de execução dos prisioneiros enviadas por Beria a Stalin.


Que descansem em paz aqueles que tombaram sem chance de defesa, diante da suprema covardia.


Fontes e Imagens:
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lavrenti_Beria_Stalins_family.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fe/KatynPL-kontury.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/KatynPL-wejscie.jpg
http://en.auschwitz.org/m/index.php?option=com_content&task=view&id=758&Itemid=8
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8f/Je%C5%84cy1.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c1/Katyn_-_decision_of_massacre_p1.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9a/Katyn_Massacre_-_Mass_Graves_2.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b8/Katy%C5%84%2C_ekshumacja_ofiar.jpg

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/82/Katyn_massacre_4.jpg
http://www.nydailynews.com/news/world/poland-commemorates-75th-anniversary-katyn-massacre-article-1.2172561

segunda-feira, 27 de março de 2017

LEOPOLDINA VII

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segunda-feira, 20 de março de 2017

IMPERATRIZ LEOPOLDINA - Parte VII

IMPERATRIZ LEOPOLDINA – MATRIARCA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – Parte VII1
A lendária infidelidade do marido Pedro começou a operar no dia seguinte ao casamento, quando levou a esposa à casa que abrigava seu guarda-roupa, na qual ele podia ver Noémi Thierry, filha de um artista francês por quem estava apaixonado desde que seu casamento era arranjado sem seu conhecimento.
Sem saber de nada disso, Leopoldina escreveu que emocionara-se com a recepção que recebera e que, os que a cercavam eram, todos, “...anjos de bondade, especialmente meu querido Pedro...” (Cassotti - pg.112)
Nos primeiros meses de casamento as cartas de Leopoldina permitem imaginar que foi feliz. Escrevia sobre as qualidades do marido, propunha-se a instruí-lo e o acompanhava sempre em passeios.
As cartas de Leopoldina.
Outros relatos, porém, dão conta de que o marido não era tão atencioso assim, que precisava ser repreendido pela mãe para que desse mais atenção à esposa. A própria Leopoldina chegou a escrever reclamando de dias difíceis e mau humor pois o marido “... não me deixava dormir, até que eu lhe disse, sinceramente, que estava abatida.” (Cassotti - pg.112)
Testemunhar um ataque epilético brando de D. Pedro também abalou a princesa e a solidão da vida no Rio de Janeiro começou a afetá-la, chegando a escrever que sentia falta de ir ao teatro e de interagir socialmente com pessoas diferentes, faltas que ela procurou preencher com aulas de “canto, português e latim” nas manhãs, e passeios à tarde.
Os primeiros conflitos entre o casal surgiram por questões financeiras. Os rendimentos da princesa acabavam sempre indo parar nas mãos do marido, impedindo-a de cumprir compromissos assumidos.
Outros problemas foram causados por desentendimentos entre as servidoras austríacas da princesa e os portugueses. A maioria delas se tornou aliada de Carlota Joaquina e acabou substituída por criadas portuguesas.
Em 1818 as cartas de Leopoldina começam a revelar que ela já percebia as falhas de caráter do esposo, escrevendo que “... com toda a franqueza ele diz tudo que pensa, isso às vezes com certa brutalidade. Acostumado a executar sempre sua vontade, todos devem se adequar a ele. Até eu sou obrigada a aceitar algumas respostas ácidas.” (Cassotti - pg.125)
A má fama de sua sogra ela agora podia testemunhar pessoalmente: “seu comportamento é vergonhoso, e, infelizmente, já se vêem as tristes consequências em suas filhas menores...” (Cassotti - pg.126)
Neste época tornaram-se frequentes os passeios de Leopoldina que buscava, no isolamento da natureza deslumbrante, ficar afastada o quanto possível das pessoas e situações que a cercavam.
Continua...
1Marsilio Cassotti. A biografia íntima de Leopoldina: a imperatriz que conseguiu a independência do Brasil. São Paulo: Planeta, 2015

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APARTHEID - Parte IV


A “LEGISLAÇÃO” DO APARTHEID[10]
O regime segregacionista foi baseado em centenas de leis que partiam do pressuposto de que era necessário impedir a integração das raças como forma de proteção à raça branca e a manutenção de cada raça em seu espaço.
Vejamos alguns dos principais conjuntos dessas leis, que sustentavam a segregação sulafricana:
Lei de Proibição dos Casamentos Mistos – 1949: como o nome já diz, proibiu o casamento interracial;
Lei da Imoralidade – 1950: tornou crime a relação sexual interracial;
Lei de Registro Populacional – 1950: “formalizou a divisão racial através da introdução de um cartão de identidade para todas as pessoas com idade superior a dezoito anos, especificando a qual grupo racial cada uma delas pertencia.”;
Lei de Áreas de Agrupamento – 1950: impediu a convivência de raças em um mesmo local das cidades, determinando áreas nas quais cada raça poderia morar;
Lei de Supressão ao Comunismo – 1950: que extinguiu o Partido Comunista Sul Africano o que, na prática, permitiu ao governo perseguir qualquer um que fizesse oposição, bastando que fosse taxado de comunista;
Lei de Reserva dos Benefícios Sociais – 1953: segregou os espaços públicos, determinando quais locais poderiam ser utilizados por cada raça, medida que levou a separação desde hospitais até bancos de praça e os serviços públicos, que caiam de qualidade conforme a raça que deles fazia uso;
Lei de Educação Bantu – 1953: “criou um sistema educacional separado para os estudantes negros, projetado para preparar os jovens negros para passarem o resto da vida como trabalhadores braçais.”;
Tal estado inacreditável de segregação não poderia deixar de gerar oposição e ela tomou forma já na década de 50, quando o Congresso Nacional Africano (CNA), organização política criada em 1912, lançou uma campanha de desobediência civil. Começava a resistência...
Continua...
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[10] https://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid