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sábado, 24 de junho de 2017

FRANZ FERDINAND É ASSASSINADO!

A MORTE DE FRANZ FERDINAND
Em um dia 28/06, no ano de 1914, ocorria o assassinato, por atentado à tiros, do Arquiduque Franz Ferdinand, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro na cidade de Sarajevo, na Bósnia Herzegovina.
Franz Ferdinand nasceu na cidade austríaca de Graz em 18/12/1863. Ele era filho de Karl Ludwig e Maria Annunziata e se tornou herdeiro do trono após dois incidentes: o suicídio de Rudolf Franz, herdeiro do trono, e a renúncia de Karl em favor do filho mais velho. O imperador à época era  Franz Joseph I.
Militar desde os 14 anos, apesar de jamais ter recebido treinamento adequado, Franz atingiu o posto de Major General aos 31 anos e tinha grande influência no meio militar do império. Um ano antes de sua morte foi nomeado Inspetor Geral das Forças Armadas.
Em 1894 conheceu e se apaixonou pela Condessa Sophie Maria, com quem não podia se casar porque a moça não era da realeza. Eles mantiveram um romance em segredo até que gerasse um grande escândalo ao ser descoberto.
Mas, apesar da não autorização do casamento por parte do Imperador, Franz se manteve firme até que o “papa Leão XIII, o czar Nicolau II da Rússia, e o kaiser Guilherme II da Alemanha” enviaram pedidos ao Imperador e este liberou o casamento sob as condições de que a esposa não teria direito aos privilégios e títulos reais e nem seus filhos seriam herdeiros do trono.
O Casamento de Franz Ferdinand e Sophie Maria
Celebrado em 01/07/1900, o casamento não contou com a participação de nenhum membro importante da família imperial e dali em diante Sophie, apesar de receber os títulos de Princesa de Hohenberg e Duquesa de Hohenberg, sempre ficava à parte nas cerimônias oficiais, com exceção das solenidades militares e exatamente por isso, Sophie acompanhou o esposo a Sarajevo naquele dia fatídico.
Contrário às aspirações Húngaras por mais autonomia e mais liberal em relação aos demais povos componentes do Império, Franz Ferdinand discordava em muitos aspectos com o Imperador Franz Joseph I, que não viu com maus olhos sua morte em Sarajevo.
Quando chegou à capital Bósnia, após assistir a exercícios militares que foram vistos como provocação na vizinha Sérvia, Franz e Sophie foram recebidos com deferência por autoridades locais que disponibilizaram um comboio de seis veículos, um dos quais conversível, no qual embarcaram Franz, Sophie, o governador local e um oficial militar.
A primeira parada foi em um quartel para rápida inspeção e, em seguida, o comboio seguiu em direção à Câmara Municipal. Foi neste trajeto que começaram os atentados.
Os planos para matar o Arquiduque formavam uma teia complexa que começara a ser tecida em 1913 pelo grupo Mão Negra (grupo de nacionalistas e pan-eslavistas sérvios do qual participava o “chefe da inteligência militar sérvia, coronel Dragutin Dimitrijević”), e que tinha como primeiro alvo o Governador Oskar Potiorek, que estava no carro com Franz e Sophie.
Em março de 1914, quando o atentado contra o governador deveria acontecer, os planos foram modificados diante do agendamento da visita do Arquiduque à cidade. Essa visita foi atrasada, assim como os planos, por conta da doença do Imperador. Quando este se recuperou, a viagem do herdeiro do trono foi reagendada.
Seis homens de Belgrado, a maioria muito jovens, foram recrutados para a missão: Mehmedbašić, Vaso Čubrilović, Cvjetko Popović, Gavrilo Princip, Trifun Grabež e Nedjelko Čabrinović. Eles percorreram um roteiro digno de filmes de espionagem, com treinamento, entrega de armas e cápsulas de suicídio, viagem de barco, passagem por um túnel secreto mediante apresentação de senha, etc, até chegar a Sarajevo. No dia do atentato, os seis homens foram posicionados ao longo do percurso da comitiva, de modo que haveria seis oportunidades de matar o arquiduque.
Quando a comitiva passou pelo primeiro terrorista,  Mehmedbašić, este não conseguiu jogar a bomba com a qual estava munido, mesmo caso de Vaso Čubrilović, armado com bomba e pistola.
O próximo terrorista, Nedeljko Čabrinović, porém, conseguiu jogar sua bomba que, no entanto, quicou no carro e caiu na rua explodindo sob o veículo que vinha logo atrás, ferindo 20 pessoas.
Čabrinović engoliu sua cápsula de veneno e pulou no rio. Mas não conseguiu nem morrer, pois vomitou o veneno e o rio era muito raso, de modo que foi capturado.
Os outros três terroristas também falharam em seus ataques pois a comitiva partiu em disparada rumo à Câmara Municipal. Triste pelo fracasso, Gravilo Princip entrou em um bar para afogar as mágoas. Ele não sabia, mas este era o lugar certo na hora quase certa.
Na Câmara, a irritação de Franz Ferdinand foi amainada pelas doces palavras da esposa. O restante dos compromissos do dia foi cancelado e uma visita aos feridos no hospital foi programada. O casal embarcou no mesmo carro aberto, um percurso foi traçado, mas o motorista do carro não foi avisado.
Quando a comitiva partiu o motorista desavisado entrou por uma rua não programada e, quando manobrou para retornar ao roteiro planejado, o motor do carro “morreu” bem perto de onde Gravilo Princip estava.
Desta vez ele não perdeu a oportunidade. De uma distância aproximada de cinco metros, disparou apenas dois tiros. Um dele acertou o Arquiduque na veia jugular e o outro no abdôme de Sophie. Gravilo foi preso imediatamente e o casal foi levado à casa do governador, mas nada podia ser feito.
Franz Ferdinand e Gravilo Princip
Sem saber, ou sem se importar, da gravidade de seus ferimentos, Franz Ferdinand dizia que não tinha nada e tentava socorrer a esposa: "Sofia, Sofia! Não morra! Viva para nossos filhos!". Mas Sophie morreu e Franz morreu dez minutos depois.




Começava ali um efeito dominó que logo colocaria a maior parte das principais nações do mundo, e suas colônias, em uma guerra mundial sem precedentes.




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Fontes e Imagens:
https://seuhistory.com/hoje-na-historia/arquiduque-e-assassinado-em-estopim-da-primeira-guerra
https://tokdehistoria.com.br/tag/arquiduque-franz-ferdinand-da-austria/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Lu%C3%ADs_da_%C3%81ustria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Anunciata_das_Duas_Sic%C3%ADlias
https://de.wikipedia.org/wiki/Rudolf_von_%C3%96sterreich-Ungarn
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sofia,_Duquesa_de_Hohenberg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Fernando_da_%C3%81ustria-Hungria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Atentado_de_Sarajevo



terça-feira, 20 de junho de 2017

APARTHEID - Parte V

Campanha do Desafio - 1952
A RESISTÊNCIA NEGRA AO APARTHEID
AÇÕES E REAÇÕES11
O domínio branco na África do Sul já era alvo de oposição por parte dos negros desde 1911, um ano após a fundação do país em 1910.
O Congresso Nacional Africano (CNA), fundado em 08/01/1912, nasceu como um movimento denominado “Congresso Nacional dos Nativos Sul-africanos (South African Native National Congress ou SANNC).” e seu objetivo inicial era “...defender maiores liberdades civis, assim como, o fim das penas injustas contra a população negra do país.12
Fundadores do CNA em 1914
Mas, o recrudescimento da segregação não poderia deixar de gerar uma oposição mais forte e ela tomou forma já na década de 50, quando o CNA lançou uma campanha de desobediência civil.
A chamada Campanha do Desafio, organizada em 1952, promoveu a desobediência com a finalidade de provocar prisões que lotassem as cadeias sulafricanas.
Porém, apenas 8.500 pessoas foram presas, mesmo assim, em 1960 “o então líder do CNA Albert Lutuli recebeu o Prêmio Nobel da Paz como chefe do movimento de resistência pacífica ao regime de apartheid.
Neste mesmo ano, a polícia matou 69 e feriu 180 negros que participavam de uma manifestação em Sharpeville, favela situada a 80 quilômetros de Johanesburgo.
O comandante da operação, Coronel J. Pienaar, declarou que sua delegacia foi cercada e que: “Meu carro foi acertado com uma pedra. Se fazem essas coisas, eles devem aprender a lição do modo difícil".
O Massacre de Sharpeville – como se tornou conhecido – provocou protestos no país e no exterior tendo como consequência um boicote econômico contra o país promovido pela ONU.
Em 1962 a ONU aprovou a Resolução 1761, que incentivava o isolamento do país com o fim das relações militares e econômicas das demais nações com a África do Sul.
Mas os países dispostos a furar esse bloqueio e as riquezas naturais da África do Sul permitiam ao regime racista resistir com poucos contratempos a essa medida.
A reação do governo racista foi transformar o país em uma República, retirando a África do Sul da Comunidade Britânica. Várias organizações negras, inclusive o CNA, foram declaradas ilegais.
Pelo lado dos negros, o novo líder do CNA reconheceu a ineficácia da resistência pacífica e criou o “Umkhonto we Sizwe ("Lanceiro da Nação"), ala militar do CNA.” que promoveu ataques com bombas a prédios do governo mas que pouca ameaça representou diante da força do regime. O nome deste líder era Nelson Mandela.
Continua...

11https://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid


12https://pt.wikipedia.org/wiki/Congresso_Nacional_Africano

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quarta-feira, 7 de junho de 2017

BATALHA DO RIACHUELO

BATALHA DO RIACHUELO
Em um dia 11/06, no ano de 1865, a Marinha do Brasil conquistava uma vitória decisiva sobre as forças navais do Paraguai no Rio Riachuelo, afluente do Rio Paraguai.
Solano Lopes, o ditador paraguaio, que sofrera dias antes outra derrota decisiva na Batalha do Tuiuti, enviava tropas pela margem do Rio Paraguai e estas ameaçavam de invasão a região Sul do Brasil.
Para conter essa invasão e isolar o Paraguai do exterior, a Marinha do Brasil recebeu a missão de cortar o acesso fluvial ao país inimigo, de modo que a frota brasileira foi dividida em três grupos, um ficando na foz do Rio da Prata e outros dois sendo enviados para efetuar o bloqueio dos Rios Paraná e Paraguai.
O avanço paraguaio foi detido quando a cidade de Corrientes foi bombardeada e tomada por breve período. A presença naval brasileira no rio era uma ameaça ás tropas terrestres de Solano Lopes, de modo que a frota do Brasil deveria ser eliminada.
A Nau Capitânia, Fragata Amazonas
No teatro da batalha a frota brasileira contou com nove navios, um a mais que a frota paraguaia, que dispunha de oito embarcações.
A iniciativa foi do Paraguai, que planejou usar o nevoeiro da madrugada para aproximar-se da frota brasileira e captura-la ou destruí-la. Mas o efeito surpresa se perdeu, pois um dos navios teve problemas e atrasou todo o avanço paraguaio.
Nos navios brasileiros todos já tinham tomado o café da manhã e se preparavam para a missa quando a canhoneira Mearim sinalizou a aproximação inimiga e a quantidade de navios que chegavam.
O comandante da frota brasileira, Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva, logo sinalizou ordem, a partir da Nau Capitânia Amazonas, para a mobilização urgente.
Logo os navios brasileiros estavam em posição de combate e nova sinalização veio da Fragata Amazonas: “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever. Atacar e destruir o inimigo o mais de perto que puder.
Os navios paraguaios avançam e a artilharia começa. Duas embarcações paraguais, chamadas de Chatas, são afundadas e outra fica danificada, mesma situação do navio Jejui, que se aproxima da margem para reparos.
Após esse primeiro combate a frota brasileira desce o rio faz a volta e retorna para combater, enquanto a frota paraguaia se posiciona perto da margem, ao lado de uma bateria de 22 canhões posicionados em terra, o que lhe dava grande vantagem.
Essa artilharia quase afunda a corveta brasileira Belmonte, primeira da nossa frota a avançar. Na seqüência os navios brasileiros avançam pelo mesmo caminho e, mesmo em meio ao intenso bombardeio, conseguem atravessar.
A exceção é a nau Jequitinhonha que encalha, ficando sob intenso fogo dos navios inimigos e dos canhões em terra. A nau Parnaíba, que vem em seu socorro, é avariada no leme, ficando sem capacidade de manobra.
Aproveitando-se dessa situação, três navios paraguaios cercam o Parnaíba, os marinheiros paraguaios invadem o navio e conseguem tomar a bandeira brasileira!
Quando os navios brasileiros se aproximam em socorro os navios paraguaios se afastam. O Almirante Barroso sinaliza a mensagem “sustentar o fogo que vitória é nossa” e joga a Fragata Amazonas sobre o Jejui que se parte ao meio e afunda, mesmo destino de uma das chatas paraguaias que assaltavam o Parnaíba. A bandeira brasileira volta ao mastro.


Mais dois navios paraguaios são atacados e postos foram de combate por essa antiga tática do choque de embarcações. Batalha terminada, vitória brasileira.


Com mais essa derrota, Solano Lopes ficou impedido de invadir o Sul do Brasil e isolado de contato externo, uma vez que o bloqueio naval se estabeleceu firmemente. Seus dias estavam contados.





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Fontes e Imagens:
https://www.todamateria.com.br/batalha-naval-do-riachuelo/
http://www.estudopratico.com.br/batalha-do-riachuelo/
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/batalha-naval-riachuelo.htm
https://seuhistory.com/hoje-na-historia/travada-batalha-naval-do-riachuelo-umas-da-mais-importantes-da-guerra-do-paraguai
http://www.historiadobrasil.net/brasil_monarquia/batalha_riachuelo.htm
https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Battle_of_Riachuelo?uselang=pt
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_Naval_do_Riachuelo

terça-feira, 6 de junho de 2017

IMPERATRIZ LEOPOLDINA - VIII


IMPERATRIZ LEOPOLDINA – MATRIARCA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – Parte VIII

Em julho/1818 a primeira gravidez de Leopoldina foi anunciada. Daquele momento até o fim, foram poucos os períodos de vida em que a princesa não tenha estado grávida.

Considerando os sete filhos, terão sido nada menos que 63 meses gestante, diante dos 101 meses de vida que teve, a partir daquele julho/1818.

Sua escrita revela, já nesta época, solidão, melancolia e certa resignação diante das infidelidades do marido: “...os homens sempre serão homens, e nós, mulheres, devemos nos distinguir pela paciência, a virtude e os conselhos serenos […] eles sempre voltam e então nos apreciam mais.” (pg. 135)

E a Revolução no Porto, que ao final obrigou a volta da família real para Portugal, levou a princesa a momentos de grande desespero.

Ela temia que os eventos se radicalizassem, temia ser separada do marido e dos filhos, temia partir, temia ficar. Como estava grávida novamente, conseguiu convencer o esposo a atrasar a eventual partida que, por fim, não foi necessária.

A vida como casal regente não pareceu melhorar muito. Ambos almoçavam juntos, mas D. Pedro comia muito rápido. As visitas aos órgãos da administração faziam Leopoldina sofrer com a rispidez do marido, que “...era muito afeito ao uso do chicote para castigar os que não cumpriam as tarefas como ele queria.” (pg. 161)

Continua...

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