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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

APARTHEID - Parte VI


Mandela e Oliver Tambo
http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/nelson-mandela/
NELSON MANDELA13

Ativista e político sulafricano, Nelson Rolihlahla Mandela se tornou o nome de maior projeção na luta contra o Apartheid.

Nascido em Umtata, região de Transkei, filho de uma família real do Tembu, tribo da etnia xhosa, Mandela foi educado em uma escola missionária britânica e na Fort Hare University, da qual foi expulso, junto com Oliver Tambo, por liderar uma greve, em 1940.
O Rei dos Xhosa, Jongintaba - tio e tutor de Mandela
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jongintaba_Xhosa_Regent.png

Conseguiu se formar advogado pela Universidade da África do Sul. Fundou em 1944, com ajuda de Walter Sisulu e Tambo, a Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano (CNA), grupo de direitos civis que lutou contra o regime autoritário racista.
Mandela e Sisulu

Esses 3 homens alcançaram a cúpula do CNA em 1948, com Mandela chegando à presidência do partido em 1950. Mandela casou-se com Evelyn Ntoko, com quem teve 3 filhos. Divorciaram-se anos mais tarde.
Mandela e Evelyn
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mandela_e_Evelyn_1944.jpg




Em 1952, ele liderou a campanha de desobediência civil às leis racistas, percorrendo o país, na luta contra o Apartheid e pela conquista dos direitos democráticos de seu povo. Preso por traição, em 1955/1956, foi absolvido cinco anos depois.

Em 1958 volta a se casar, desta vez com Nomzamo Winifred Zanyiwe Madikizela,14 mais conhecida como Winnie Mandela, com quem teve duas filhas.
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Mandela e Winnie
http://www.loveatfirstfight.com/relationship-advice/nelson-mandela/

Em seguida ao Massacre de Shaperville (1960), realizado pela polícia sul-africana contra manifestantes, o CNA foi declarado ilegal. Mandela, então, ajudou a fundar seu braço armado, o Lanceiro da Nação. Foi preso em 1962 e condenado a cinco anos de cadeia. Sua pena foi ampliada para prisão perpétua em 1964.
Continua...
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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

GREVES, CORRUPÇÃO E DELAÇÕES NÃO PREMIADAS NO EGITO ANTIGO – Parte II

GREVES, CORRUPÇÃO E DELAÇÕES NÃO PREMIADAS NO EGITO ANTIGO – Parte II
A economia do Egito, durante o reinado de Ramsés III, estava com sérios problemas. Se, de um lado, o Faraó cobrava mais impostos e contribuições do povo para sustentar os templos, do outro a casta de sacerdotes de Amon, 10% da população ligada a seus templos e 13% das terras a estes pertencentes, eram isentos de qualquer contribuição.
A crise econômica levou ao atraso de cerca de um mês na entrega dos cereais e do óleo com que os operários construtores e decoradores de túmulos eram pagos. Quando a situação se tornou insustentável não houve outra saída a não ser a manifestação.

Os operários acamparam atrás do Templo de Tutmósis III até que foram recebidos pelas autoridades. Mas ficaram só na promessa, de modo que, dias depois, os trabalhadores invadiram o Ramesseum, templo funerário (cenotáfio – um tipo de memorial que não contém a múmia) de Ramsés II – O Grande.

Uma vez dentro do templo, os trabalhadores unidos apresentaram suas reivindicações: "Viemos até aqui, chegamos a este ponto, porque temos fome, sede, estamos sem roupas, pomadas, peixe, óleo e verduras. Contai isto ao Faraó, o nosso bom deus, e ao vizir. Fazei com que possamos viver." (1)

A greve foi um sucesso temporário, pois os salários foram pagos, mas, no mês seguinte novo atraso e nova paralisação, desta vez encerrada somente após o fechamento de um acordo que garantiu o pagamento antecipado dos salários.
É interessante notar que, durante as negociações, denúncias foram feitas contra auditores que deveriam prestar contas das obras ao vizir, mas estavam enganando a este e, indiretamente, ao próprio Faraó.
Essa corrupção nos faz voltar à questão do roubo de túmulos, para analisar um caso em que as duas atividades criminosas caminharam juntas, durante o reinado de Ramsés IX.
Continua...
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IMPERATRIZ LEOPOLDINA - X


IMPERATRIZ LEOPOLDINA – MATRIARCA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – Parte X
O gesto histórico da Proclamação da Independência foi jubilosamente aclamado pelo povo, agora brasileiro, mas foi mal visto na maioria das cortes européias, em especial na Áustria, impressão que Leopoldina tratou logo de combater, em cartas escritas ao pai.
Quando D. Pedro foi coroado Imperador, D. Leopoldina estava à sua frente, vestindo “...um longo manto de cetim verde e amarelo bordado de ouro...”, ocupando um lugar de destaque que, certamente, fizera por merecer. Mas este lugar estava sob ameaça como nunca antes, pois na viagem a São Paulo, D. Pedro conhecera Domitila de Castro.
Coroação de D. Pedro I - Leopoldina está no alto à esquerda
Nos meses seguintes, ainda sem saber da nova paixão do marido, Leopoldina seguiu ajudando a este e travando uma batalha diplomática que visava conquistar o apoio do Império Austríaco, na pessoa de seu pai, ao novo país, do qual era Imperatriz.
Juramento de Leopoldina à Constituição do Império
Em uma destas cartas, na qual argumenta com vantagens econômicas do estabelecimento de relações comerciais entre os dois impérios, Leopoldina encerra com uma declaração maravilhosa:
Agora só me resta desejar que vós, querido papai, assumais o papel de nosso verdadeiro amigo e aliado […] se acontecesse o contrário, para nosso maior pesar, sempre permanecerei brasileira de coração... (pg. 193)
Mas, se por um lado havia quem lutasse constantemente pelo país, por outro havia aqueles que conspiravam contra ele e estes conseguiram uma aliada poderosa na pessoa de Domitila de Castro que, segundo José Bonifácio, recebia dinheiro dos adversários para fomentar ataques.
Infelizmente, porém, estes foram bem sucedidos e José Bonifácio acabou sendo demitido, depois preso e deportado. Começava o declínio de D. Pedro I e a fase de sofrimento mais agudo de D. Leopoldina.